domingo, 4 de dezembro de 2011

Saco plástico não biodegradável

Um tempão atrás, postei por aqui sobre um teste com um saco plástico biodegradável que comprei no mercado para usar no lixo de banheiro - o restante do lixo de casa vai todo para a coleta seletiva ou para a composteira. Aí vão os resultados...

Não pude deixar de notar duas coisas. Primeiro, vacilei grande ao não ter anotado a marca do saco pseudo biodegradável; e segundo, o saco não tem NADA de biodegradável!

Ontem, 3 de dezembro, depois de mais de 200 dias, mais precisamente, 202 dias, o saco plástico continua o mesmo. Ops, o mesmo não, estão bem amassado, bem sujo. Com o tempo, a tal da meleca foi misturada com mais terra, material da composteira e ainda coloquei algumas verduras velhas (folhas) que tinham estragado na geladeira para ver o que iria acontecer - aliás, uma delas estava mofada quando fui desmontar. Verdade que molhei algumas vezes, misturei outras menos. Mas, de um jeito ou de outro, o saco não teve alteração em sua consistência, nem furos nem nada, só sujo mesmo...

Os sacos que tinha comprado do mesmo pacote, acabaram há muito tempo, o que me faz pensar se vale a pena testar outras propostas de saco biodegradável... Será que são um engodo?

Não tirei fotos porque estava fazendo outras coisas e decidi jogar fora. Depois de tanto tempo, acho que me perguntarem se era macumba foi a gota d'água...  Devia ter tirado fotos...

Bom, de qualquer maneira, o saco vai para a reciclagem, assim como tudo quanto é plástico daqui.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Onde encontrar produtos orgânicos no DF?

Alguns endereços já sabia, outros são novidade e não chequei. Se alguém souber de mais algum, vale o aviso! Estão organizados por dia da semana pois achei mais fácil, mas, por isso, ficou repetido... Bom pra não perder o dia e se estiver por perto, aproveitar a deixa!

  • Segunda das 9h às 17h

MOA Internacional - 9961-3080
Em Brazlândia, Centro de Agricultura de Produção Natural DF 180 - KM 19

  • Terça pela manhã

Espaço Natural - 9963-0988;
Em Brasília, 315/316 norte (em frente à Igreja Messiânica)

MOA Internacional - 9961-3080 (das 09h às 17h)
Em Brasília, Sudoeste - Ponto de Distribuição CSW 01 lote 4 Edifício Portal Master – bloco A loja 1
Em Brazlândia, Centro de Agricultura de Produção Natural DF 180 - KM 19

Grupo Vida e Preservação (GVP) – Assentamento Colônia I - 9902-7912
Em Brasília, INCRA – Palácio do Desenvolvimento - SBN
Em Brasíia, UnB – Minhocão, Ala norte

  • Quarta pela manhã

AGE - Associação de Agricultura Ecológica - 9957-3027
Em Brasília, 315 norte (ao lado da Igreja Messiânica)
Em Brasília, 909/709 sul (no Sindicato Rural do DF)
Em Brasília, 112 sul (ao lado da escola Ursinho Feliz)
Em Brasília, 316 sul (próximo banca de revista)

Grupo de Orgânicos de São Sebastião
Em Brasília, atrás do restaurante Girassol – SCLS 409 Bl. B – lj. 15/16

MOA Internacional - 9961-3080 (das 09h às 17h)
Em Brazlândia, Centro de Agricultura de Produção Natural DF 180 - KM 19

  • Quinta das 9h às 16h

MOA Internacional - 9961-3080
Em Brazlândia, Centro de Agricultura de Produção Natural DF 180 - KM 19

Grupo de orgânicos de Planaltina
Em Planaltina, ao lado da Adm. Regional

  • Quinta pela manhã

Espaço Natural - 9963-0988 
Em Brasília, 315/316 norte (em frente à Igreja Messiânica)

Mercado Orgânico - 9987-2290
No Cruzeiro, Mercado Orgânico/CEASA 

  • Quinta a tarde

Grupo Vida e Preservação (GVP) – Assentamento Colônia I - 9902-7912
Ministério Meio Ambiente, Esplanada dos Ministérios - Brasília

Grupo Agrofloresta - 9957-3027
Em Brasília, Parque Estação Biológica – final da Asa Norte, em frente a Emater-DF

  • Sexta das 9h às 17h

MOA Internacional - 9961-3080
Em Brasília, Sudoeste - Ponto de Distribuição CSW 01 lote 4 Edifício Portal Master – bloco A loja 1
Em Brazlândia, Centro de Agricultura de Produção Natural DF 180 - KM 19

  • Sábado pela manhã

AGE - Associação de Agricultura Ecológica - 9957-3027
Em Brasília, 315 norte (ao lado da Igreja Messiânica)
Em Brasília, 909/709 sul (no Sindicato Rural do DF)
Em Brasília, 112 sul (ao lado da escola Ursinho Feliz)
Em Brasília, 316 sul (próximo banca de revista)
Em Brasília, Sudoeste EQSW 303/304 (em frente à escola Candanguinho)
Em Brasília, 303 norte (ao lado da Igreja Santo Expedito)
Em Brazlândia, Empório rural Brazlândia - Margem da DF 240 – Incra 6 – ARCAG

Espaço Natural - 9963-0988
Em Brasília, 315/316 norte (em frente à Igreja Messiânica)

TAO Orgânica - 8432-5409
Em Brasília, 108/109 norte (próximo à escola Pedacinho do Céu)

Mercado Orgânico - 9987-2290
No Cruzeiro, Mercado Orgânico/CEASA
Em Brasília, 315/316 Sul (no espaço do templo Budista) 

MOA Internacional - 9961-3080
Em Brazlândia, Centro de Agricultura de Produção Natural DF 180 - KM 19

Grupo de Orgânicos de São Sebastião
Em Sao Sebastião, Banca orgânicos da Feira do Jardim Botânico em frente à ESAF
Em Brasília, atrás do restaurante Girassol – SCLS 409 Bl. B – lj. 15/16

  • Domingo pela manhã

AGE - Associação de Agricultura Ecológica - 9957-3027
Em Brazlândia, Empório rural Brazlândia - Margem da DF 240 – Incra 6 – ARCAG


Para mais informações sobre Produtos Orgânicos no Distrito Federal:

Emater-DF - 61-3340-3093
geamb@emater.df.gov.br

Sebrae-DF - 61-3362-1747
robertof@df.sebrae.com.br

Sindiorgânicos - 61-3244-7130
fapedf@srdf.org.br

Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Distrito Federal - 61-3329-7107
absantos@agricultura.gov.br
claudimirsanches@agricultura.gov.br

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A inocência na linguagem infantil

Mais algumas gracinhas para fazer o dia feliz....

Mamomafia é aquele exame que espreme os peitinhos.
Primavera, verão, antônio e inverno são as estações do ano.
Bundogue é aquele cachorro engraçado e bom de apertar.
Se você tem uma Africa na língua, não se preocupe, não vai sair nenhum leão ou elefante de dentro da sua boca... Só vai sentir um incômodo.

Ah! E antes que eu me esqueça, tem uma música super lindinha que fala sobre Papai do Céu e tem um pedaço assim: "Pai nosso que esta no céu, tenha dó de todo treino".

domingo, 21 de agosto de 2011

Outros olhares...

Minhas sobrinhas têm sido a graça nesses últimos tempos de escrita da minha dissertação de mestrado! Risadas garantidas na companhia das pequenas e diversão com as preocupações típicas da adolescência da mais velha!

Sempre tem uma história engraçada ou um comentário ingênuo que mostra o quanto obliteramos o olhar para as coisas mais simples...

Por exemplo, placa de "saída de emergência" virou indicativo de que é possível correr dentro da galeteria no sentido indicado, apenas nele! Correr para o outro lado é bronca do garçom na certa!

Já as bacias que vendem ali na esquina, nossa, como são grandes!!

Na mais recente leitura simbólica, feita dentro do supermercado, infelizmente eu não estava junto, mas nem por isso deixou de render boas risadas...

Era o sinal de correr para cima, mas como um risco de proibido, algo como um sinal de "saída de emergência não é aqui". Bom, para um bom leitor, correr para cima não dá, pra cima só se for voando; Papai, é proibido voar aqui dentro?!

Será que enquanto adultos conseguimos olhar o mundo com tanta frescura ao ponto de vislumbrarmos frequentes novidades, situações que nos despertem a curiosidade? Isso é sim uma foma de liberdade... A liberdade que não tem o olhar moldado por costumes e por uma cultura de consumo que muitas vezes acaba com o que temos de humano...

Aliás, talvez, o nosso impeto pelo saber venha daí... Mas, claro, se enquanto crianças não formos podados em relação a outros olhares. Quem sabe se nossas crianças tivessem mais liberdade para brincar de piscina na bacia ou de voar no supermercado, tivéssemos adultos mais curiosos, leitores vorazes, quem sabe, até mesmo, mais criativos em prol do humano e da manutenção do que é belo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Física da alma

Já li o livro Física da Alma... Maravilhoso!

Sem dúvida mudou minha concepção de mundo e vida que eram indefinidos nesse emaranhado de fé e dogma, de culpa e percepções de certo e errado... O que Amit Goswami faz é trazer a objetividade, a materialidade para a realidade dando uma justificativa para a subjetividade! Lindo demais...

De acordo com o jornalista que participa, o nome dessa salada é uma mistura entre o humanismo idealista e realismo materialista.

Não há como negar que faz muito sentido... Assim como o vídeo "Meu derrame de percepção" que já postei em outro blog, este é outro vídeo que faz uma grande diferença para quem assiste...

Melhor ainda é ler o livro, claro! Para quem quiser, tem no meu 4Shared - http://www.4shared.com/document/Dc1wxozI/Amit_Goswami_-_A_fisica_da_alm.html





quarta-feira, 15 de junho de 2011

Respondendo SIM!

Hoje fui ao mercado comprar frutas e como sempre a sequência de perguntas na hora de pagar não é nada estimulante?
A senhora vai pagar com o cartão XX?
Gostaria de recarga no celular?
CPF na nota, senhora?
Gostaria de uma caixa ao invés de sacolas plásticas? (neste caso não porque levo minhas sacolas)

Lembro de uma vez que a moça me fez cinco perguntas, todas com respostas negativas...

Responder tudo não é um tanto frustrante, afinal, falo, e não sei mais quem, uma sequência de nãos... E sempre fico pensando na quantidade de nãos que esses seres humanos recebem enquanto estão ali trabalhando. Qual é o significado subliminar de tanta negação?

Claro que para amenizar, ao longo da sequencia de perguntas sempre brinco dizendo que poderiam fazer uma pergunta que tivesse uma resposta positiva. Às vezes brinco que mesmo sendo a resposta negativa iria responder que sim: Sim! É uma maneira de amenizar o impacto por ouvir tanta negação...

E hoje ficamos brincando com possíveis respostas positivas.

X senhorx gostaria de um sorriso? (essa ficaria meio mal, parecendo cantada)
O dia está bonito? 
Como tem sido o seu dia? 
X senhorx teve um bom dia?


Mas a melhor de todas foi:
X senhorx gostaria de ter um bom dia/ uma boa tarde/ noite? 

Parece ter sido a melhor opção... Vem casualmente no meio do mar de respostas com um não. E, quem é que não gostaria de ter um bom resto de dia???

Eu gostaria, e muito, de um dia alegre, um dia sem saudades... Ou quem sabe um dia para voltar atrás... Mas também vale um dia mais longo para poder navegar na web e escrever um pouco no blog. Talvez mais tempo para ler todos os livros que quero, para passear mais, para ficar mais tempo com meus amigos... Mais tempo para ficar a toa, embaixo da árvore lendo... Perfeito!

Mas o mundo não é perfeito... E ouvir uma infinidade de nãos enquanto trabalha poderia ser amenizado com alguns sim!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quino e a ironia do consumo

Um pouquinho de Quino para cutucar nossos padrões de consumo e o reflexo dele nas gerações futuras (na verdade, muito mais atuais do que podemos imaginar!).








O que rola no ônibus?

Como já disse em uma postagem anterior, Ônibus, metrô, bike... Carro não!, andar de transporte público é sempre uma boa pedida!

Menos poluentes; enxergamos os outros sujeitos que habitam a cidade e o mundo; é muito mais econômico do que andar de carro; há tempo para mais leituras, ouvir música, falar ao celular, tudo sem se preocupar com o trânsito (tem motorista!!!); além de sempre ter algo diferente acontecendo!

Alguém pode dizer que economiza tempo, que é mais confortável... Mas vivo em função do tempo para isso, tempo para aquilo, tempo para aquilo outro; passo quase o dia todo sentada na frente de um computador, com filtro solar no rosto, ao invés de estar na rua, no sol; não faço caminhadas, apesar de curtir, porque acho chato caminhar sem destino em volta do parque... acho mais fácil ir até a locadora, que é láááá longe, caminhando; também não curto academia apesar de já ter malhado um monte nos tempos áureos da aeróbica - mas ia para dançar!. Um monte de gente também é assim, mas prefere ficar dentro do carro, socado... Mas há coisas que são imperdíveis e das quais vale a pena lembrar para dar risada depois...

Noutro dia estava indo de algum lugar para outro e um senhor, de pouca idade, ou seja, um adulto mais velho, que não me pareceu muito normal pelo olhar desorientado que vi assim que ele passou pela roleta, começou a falar um monte assim que sentou... Detalhe, na fileira de cadeiras atrás da minha.

Como não tenho o hábito de ficar prestando atenção em quem entra ou sai do ônibus, porque, de acordo com o meu estado de espírito pode haver momentos de imersão total em uma leitura, uma paisagem, uma pessoa na calçada como cachorro, não sabia se ele tinha entrado com alguém. Só que como o sujeito não parava de falar, num tom de conversa com si mesmo, tive que olhar "discretamente" para trás... Algo como acompanhar o edifício que se passa, ou uma pessoa do outro lado da rua e dar uma espiadela no sujeito... Discreta, não?

Foi então que percebi que todo aquele discurso era para ele mesmo! Ou melhor para quem estivesse ouvindo. Ainda bem que a voz dele era em tom grave, sério, mas ao mesmo tempo suave - bem bacana de escutar, nada de voz esganiçada... Mas quando comecei a prestar a atenção no que ele falava e fiquei surpresa em ter que me controlar para não cair na gargalhada.

Justo na hora em que decidi ouvir, saiu do sujeito o seguinte:

"Sabe aquele cara que fez aquela música Metamorfose? Numa entrevista perguntaram para ele: Raul, para quem você criou a música Noia? E o cara respondeu: Ah! Para Noia."

Fala sério! Com a voz séria e pausada, como se estivesse contando um caso, totalmente sem emoção? Tive que me segurar para não rir! Olhei para todos os lado e ninguém estava prestando atenção no que o sujeito estava falando. Não dava para cair na gargalhada se ninguém estivesse comigo, seria muito estranho ficar gargalhando sozinha... Apesar de que se acontecesse isso hoje acho que iria rir numa boa!

O bom é que não ficou por aí...
"Sonhei com a presidenta. Ela estava num palanque, na frente de uma multidão. Todos diziam Amém na multidão. E ela dizia meu nome."

Gente, o que foi isso? Já quase não estava mais dando conta... Depois de mais uma ou duas dessas, ele levantou e desceu... Fiquei olhando para trás enquanto ele ia embora. Acho que ninguém ouviu o que ele falou. Uma pena! Poderíamos ter dado risada coletiva no baú.

Não tenho ideia do que rolava com o sujeito. Meu conhecimento sobre entorpecentes, alucinógenos e coisas do gênero não alcança o que aconteceu...

Como lembro disso? Na hora me deu um tilte e peguei meu bloquinho de anotações (que sempre está na bolsa) para registrar as falas, caso contrário não lembraria do que ele falou... Pena que não anotei mais...

domingo, 15 de maio de 2011

Trote solidário

Ontem li um livro muito bacana... Adoro odiar meu professor: o aluno entre a ironia e o sarcasmo pedagógico do Antonio A S Zuin. Vale a pena!!!

O mesmo autor também escreveu sobre trotes na universidade... O que foi apontado no livro como uma forma de manifestação da relação de amor x ódio entre alunos e professores - no caso, quando tudo já está no ressentimento e a necessidade de extravasar extrapola o emocional, indo para o físico. Não é a toa que houve caso de morte na USP - apenas mostra como a frustração na relação pedagógica toma rumos inimagináveis...

Mas foi pensando nisso que lembrei de uma notícia no site da UnB sobre trote solidário. Definitivamente é uma maneira de se manifestar, tentando desviar a energia contida para um bem social!

Calouros revitalizam escola durante trote solidário:
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=4884


Foto é de Alexandra Martins/UnB Agência

Saco biodegradável realmente se degrada??

Depois de ficar maquinando se o saco plástico biodegradável realmente se degrada e quanto tempo leva, decidi fazer o experimento... É... Mais um!

A data de início: 15/05/2011 - domingo (dia perfeito para ter ideias....)

Peguei um saco biodegradável (de acordo com o fabricante), que já tinha usado algumas vezes, enxaguei e misturei com folhas secas e um pouco do adubo que tem em uma das composteiras... que aliás, já estão boas para recomeçarem o ciclo!

Não me lembro do nome da marca do saco, mas não é dificil encontrá-la no mercado. Lembro do formato da caixa... assim como lembro que dizia que em alguns meses, exposto ao sol, o material se decomporia.

Acontece que nos aterros esse tipo de material não fica exposto ao sol durante muito tempos, pois, acredito, é rapidamente coberto por outros detritos. Assim, depois que coloquei a mistura do saco com o adubo da composteira e folhas secas em uma bacia de metal (ela está furada e por isso quase não uso...) coloquei tudo embaixo do banco na minha varanda. É um local onde pega pouco sol da manhã, fica ao ar livre e o plástico não ficou totalmente coberto. As condições não são parecidas com a de um aterro, mas quebra o galho...

A ideia é deixar lá sem mexer para ver o que acontece...

Enfim, coloquei as fotos aqui para acompanhamento... Vamos ver se funciona!

 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

The Cyclotrope

Um pouco de diversão!!


The Cyclotrope from tim Wheatley on Vimeo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Bicicletada à fantasia!

Bicicletada à fantasia no dia 29, última sexta-feira do mês!!!

Bicicletada extraordinária

Para comemorar o aniversário da cidade, Bicicletada dia 21 de abril!

Pedalar bem vestido!

Pedalar bem vestido é uma das formas de cicloativismo. É uma negação viva, presencial e à prova de contestação da crença popular de que o ciclista sempre chega ao destino sujo, suado e cheirando mal. Faz com que as pessoas entendam que ciclista não precisa ser sempre um adolescente sem camisa, um homem com roupa de atleta ou alguém que pedala por falta de dinheiro para a condução.

A postagem de Willian Cruz no Vá de Bike! sobre a importância de andar arrumadinho de bicicleta é um real incentivo (o negrito é meu).

Valeu Willian! Como sempre boas postagens!

Quanto à ideia do Copenhagen Cyclechic, recomendo acesso! É um blog cheio de fotos para se ver gente bem arrumada e de bicicleta! As fotos são bem legais e, é claro, tem uma galera estilosamente vestidas. Nada daqueles modelos de esportista, coisa que eu definitivamente não sou, ou sem camisa, como disse o Willian na postagem do Vá de Bike!, mas um pessoal no trânsito, na cidade, indo trabalhar, passear ou se divertir, sem fazer pose, ao natural, como bem dá vontade de sair por aí, sem preocupação com um monte de carros... AH! E tem o Cyclechic de New York também! Super bem fotografado e recomendado!

E depois de dar uma olhada em outros sites sugeridos, encontrei esse vídeo abaixo no Vélo Vogue... Divertido!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Lista de filmes...

Recebi uma lista de filmes que acho legal compartilhar. O tema é a história do povo negro. Alguns já assisti, outros ainda não... Mas à medida em que for vendo posto mais detalhes por aqui!

Panteras Negras
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A Negação do Brasil (wmv)
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Abolição_1988_(Zozimo) (wmv)
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Panteras Negras (wmv)
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Chris Rock (legendado)
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Colors (1988) by Carioca (rar)
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Quilombo São José da Serra (documentário, avi)
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Escritores da liberdade (legendado)
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Na Rota dos Orixás
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Por toda minha vida Tim Maia (TVRip.Globo-JulioZ, avi)
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Quilombo (Caca Diegues)(wvm)
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SIMONAL-Ninguém sabe o duro que dei (avi)
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Shaft Stirner VHSRip (legenda pt-br, rmvb)
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Shaft 2000 (legendado, rmvb)
http://www.megaupload.com/?d=D21VOINQ

Soul man 1986 (com legenda zipada, rar)
http://www.megaupload.com/?d=KM0393RX

Todo poder para o povo (wmv)
http://www.megaupload.com/?d=QBPHXP0D

Os panteras negras (avi)
http://www.megaupload.com/?d=JQPFTRH0

Panteras negras (documentário)
http://www.megaupload.com/?d=85B4DCAB

quarta-feira, 30 de março de 2011

Quem tem medo da mudança?

O título da matéria do Estadão, do dia 20 de março, traz uma pergunta que instiga o Estado a ter um posicionamento mais corajoso frente à questão dos direitos autorais, o que vale a pena ler na íntegra!

http://estadao.br.msn.com/link/artigo.aspx?cp-documentid=28069183

A discussão que parecia pender para o lado do Creative Communs e para os Copyleft parece simplesmente ter perdido vez e voz para os Copyright, mediante pressão estadunidense. De acordo com a matéria, o Brasil faz parte de uma lista anual dos países que não colaboram com a propriedade intelectual e que é usada como pressão em acordos comerciais bilaterais. O que é uma vergonha, pois precisamos na verdade de estimular a criatividade e o uso das tecnologias entre os brasileiros.

Ainda de acordo com a matéria, quando Gilberto Gil assumiu como ministro, em 2003, o Ministério da Cultura (MinC) começou a estreitar relações com o Creative Commons e aderiu não só à licença, usada a partir dali nos seus projetos, mas também a uma visão mais flexível sobre o copyright. A partir de 2007, quando o cargo passou para o ex-secretário-executivo Juca Ferreira, o MinC decidiu mexer no vespeiro e propôs a discussão sobre uma revisão na lei brasileira de direitos autorais que, se aprovada, criaria exceções para o uso educacional e legalizaria o remix e cópias privadas e não-comerciais de obras protegidas.

O criador do Creative Commons, Lawrence Lessig, chegou a dizer que, se as mudanças fossem adotadas, o Brasil teria a mais moderna legislação do mundo nessa área. O texto do projeto, resultado das discussões no período, entrou em consulta pública na internet em 2010 e a versão final foi mandada para a Casa Civil no final do governo anterior. Mas, agora, com a pasta sob o comando de Ana de Hollanda, ele provavelmente passará por novas mudanças.

Ou seja, estamos retroagindo em relação a questões sobre as quais seria imprescindível uma maior independência e autonomia para o desenvolvimento de tecnologia e softwares, no sentido de favorecer a liberdade de informação e, consequentemente, a democratização do conhecimento.

De acordo com o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, em entrevista no vídeo abaixo, há demanda no Brasil de programadores e técnicos em manutenção de software livre, ou seja, há um mercado a ser explorado que tem como base a liberdade do conhecimento. Para ele, o que está em jogo é o controle sobre formas de conhecimento, liberdade de conhecimento, liberdade de criação.

No final de semana teremos o Flisol, avisado em postagem anterior aqui no blog, e a participação social nesse tipo de evento é uma forma de mostrar interesse no software livre e, consequentemente, o que o mundo da programação e da tecnologia, do Creative Commons e do CopyLeft...

O que vai para reciclagem?

Um tempo atrás, andei pensando no que tem e no que não tem coleta para reciclagem e no que poderia fazer, além do que já faço, para reduzir o lixo produzido. Cheguei a pensar no uso dos trituradores de alimentos.

O que vai para reciclagem...
  • Plástico,
  • Metal,
  • Vidro,
  • Óleo de cozinha,
  • Papel.
Tudo isso enxáguo (com exceção do papel e do óleo de cozinha, claro) enquanto lavo a louça, separo em sacolas e depois, quando enchem uma mochila, levo lá no Pão de Açúcar de bicicleta. Por um tempo, confesso, fiquei receosa quanto ao envio do material para reciclagem, até o dia em que presenciei um pessoal num caminhão recolhendo tudo. E isso já aconteceu outras duas vezes. Fiquei mais tranquila.

E o que não tem coleta para reciclagem?!?!
  • Isopor das bandejas de queijo, carne e algumas verduras, na maioria das vezes orgânicas, sendo que, neste último caso, parece-me contraditória a venda que visa proteção ambiental e alimentar embalada em isopor que não tem descarte saudável. Saída? Evitar o uso... Estou pensando em conversar com os gerentes dos supermercados em que faço compras e reclamar da quantidade de embalagens de isopor... Quem sabe é um empurrãozinho...
  • TetraPak - Neste caso, sei que é possível reciclar, mas não sei de um lugar. O que tenho feito é simplesmente evitar a compra fazendo a poupa dos sucos em casa e congelando, o que não dá pra fazer com o leite. Ah! No caso do leito, já comprei em pó, mas o gosto era horrível... Pode ser que seja a marca, mas estou receosa de comprar novamente.
  • Restos de alimentos - Podem ser colocados na composteira, mas, por exemplo no caso das minhas, ao consumir mais verduras e frutas, ficaram lotadas e nem tenho como fazer mais composteira pois não tem espaço no apartamento. Foi então que pensei na questão dos trituradores de alimentos...
  • Caroços grandes de frutas - Não cabem na composteira e também não poderiam ser passados pelos trituradores de alimentos
Enfim, especificamente sobre o uso de trituradores, encontrei postagens na web favoráveis e outras contrárias. A priori seria algo maravilhoso para evitar o envio de resíduos orgânicos para os aterros e diminuiria bastante o volume de descarte. Não sei o percentual, mas é grande.

Entretanto, o que pude observar nas leituras é que a rede de esgoto brasileira não foi preparada para suportar o descarte de restos de comida na tubulação ou mesmo no tratamento da água, inviabilizando o uso do triturador logo de cara. Ou seja, fiquei arrasada. Resultado, envio para o lixo mesmo... Infelizmente.

Bom, se alguém tiver alguma ideia para ajudar, ficaria feliz com a contribuição!

Abaixo uma imagem super bacana sobre a rota do lixo. Não me lembro de onde tirei pois tem um tempão que está na minha máquina... Então, vou ficar devendo a fonte!

segunda-feira, 28 de março de 2011

The BOBs

The Best of Blogs é um premio noruegues para os melhores blogs.
Neste ano, foram 2101 blogs, 11 finalistas em cada uma das 17 categorias, uma delas brasuca.

São blogs interessantes e vale a pena dar uma olhada em cada um, caso não os conheça...
Originalidade, essa é a palavra...
O legal é divulgar e navegar...
Depois é só votar.

(Infelizmente tive que tirar o link pela quantidade de SPAMs que recebi pela mesma postagem em outro blog!)

sábado, 26 de março de 2011

Dia mundial do Autismo - 02 de abril

No dia 02 de abril é comemorado o Dia Mundial do Autismo, para muitos pode não significar nada, mas para os pais de pessoas com autismo, para as famílias que tem parentes autistas, para os amigos e simpatizantes da causa significa muito, pois ao longo do tempo com muito amor, esforço, perseverança essa pessoas tem lutado por melhorias para os portadores de autismo e por mais visibilidade da causa autista na sociedade, no meio político e junto a profissionais de diversas áreas para que toda a sociedade entenda que essa é uma luta de todos, que só com conhecimento, cooperação e amor essas pessoas terão seus direitos individuais e sociais de fato atendidos.


Em 02.04.2011 muitos monumentos no mundo serão iluminados com a cor AZUL e muitas pessoas estarão vestindo AZUL como uma forma de participar dessa campanha e sensibilizar a sociedade.

Vamos participar!!!

Recebido por email - autor anônimo

terça-feira, 22 de março de 2011

A beleza humana....

Por que não reconhecer a beleza humana?
E também, por que não reconhecer que a beleza humana faz parte da natureza, que na verdade o que nos encanta é a beleza natural do ser humano... a beleza que transcende a homogeneidade e se estende ao heterogêneo, ao diverso?

Feijões...

Reza a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor.
Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia sucedê-lo.

Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, para colocar a sabedoria dos dois à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha.

Dia e hora marcados, começa a prova. Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor. Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista. Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para ouvir do monge o óbvio anúncio.

Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:
- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.

Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.

Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem determina.

Fonte não identificada...

sábado, 19 de março de 2011

Flisol 2011

Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre

Local: União Educacional de Brasília (UNEB – SGAS 910 – Asa Sul)

Data: 09 de abril de 2011 das 8h às 17h

O Festival Latino americano de Instalação de Software Livre é um festival anual de instalação de software livre, gratuito e aberto a toda a comunidade, realizado desde 2005 em diversos países da América Latina, inclusive no Brasil. O evento tem o propósito de promover o uso de softwares livres e a integração de comunidades de usuários de software livre em todos os paí­ses da América Latina. A capital Federal (Brasília) entrará nessa maratona pela 6ª vez.

A instalação de Software Livre é feita de forma gratuita por pessoas tecnicamente preparadas para tal procedimento. Aplicativos livres também são instalados nos computadores, independendo do sistema operacional, sendo observadas a compatibilidade do aplicativo com o sistema em questão.

Mais infos: http://www.flisoldf.blog.br/

Ciclovida

Bicicleta e movimento anti-biopirataria!

Acho que vale a pena... O trailer está abaixo, a questão agora é que quero assistir o filme! Vou procurar e depois posto por aqui!

Ah! o link do site do Ciclovida: http://www.ciclovida.org/pt-br/ciclovida

Software livre

Software proprietário e software livre são assuntos que deveríamos conversar sempre que possível, tendo em vista que o foco é a liberdade, a informação! Isso mesmo... Liberdade em saber o que estamos usando e em prol de quem, com qual interesse.

A diferença entre um e outro é como comprar soja no supermercado. Se vier indicado nas embalagens que é transgênica, não compro. Se não vem indicada, compro. Só que com o software, como não entendemos a linguagem utilizada, o que está por trás, via de regra, não nos importarmos, certo? Não!

Esse tipo de "instrumento" que instalamos em casa possibilita a empresas, indústrias, corporações, além de monopolizarem o que utilizamos, controlarem o que estamos fazendo ou deixando de fazer tendo em vista que sempre temos que estar logados, identificando-nos. É também um modo fácil de compreender nossos hábitos e costumes.

Aliás, está mais do que provado que existe sempre um interesse escuso, não social, não humano, mas econômico, em controlar informações. Basta lembrarmos da Wikileaks. Ou seja, podemos pensar em um verdadeiro Big Brother virtual.

A ideia aqui é a deixa para a valorização do software livre... De código aberto. Não estou falando de pirataria! Nem de software gratuito, pois tem software gratuito que não é livre. De novo, interessa o código aberto para que cada programador ou empresa possa ajustá-lo em interesse próprio.

Uma outra metáfora, seria ver o software livre como um livro. Todos podem ler, ver o que está escrito (o código de linguagem), ter ideias em cima daquilo que está sendo apresentado, mas a cópia necessariamente tem que respeitar o autor, avisar de onde copiou e que parte copiou! Nada de copiar tudo, não dizer de onde copiou e por o nome, certo?

Enfim, há softwares livres e gratuitos de excelente qualidade como Firefox (navegador de internet), OpenOffice (pacote de editor de texto, planilha, apresentação etc.), Thunderbird (caixa de correio web), Foxit Reader (leitor de pdf), e por aí vai...

O vídeo abaixo dá uma canja sobre o assunto... Impossível não se sentir afetado.

Projeto Cidade para Pessoas

Dando uma navegada por aí, encontrei uma notícia super bacana! A jornalista Natália Garcia está angariando fundos para um projeto no qual irá "passar um ano viajando por 12 cidades do mundo (todas planejadas ou que tiveram consultoria do urbanista dinamarquês Jan Gehl, responsável pelo atual desenho urbano de Copenhagen) e coletando boas ideias de planejamento urbano em reportagens."

A proposta é muito boa e poderia ser estendida a outras cidades brasileiras.

O link do site: http://cidadesparapessoas.com.br/

Além disso, também vale a pena dar uma olhada no documento http://itdp.org/documents/2010-OurCitiesOurselves_Booklet.pdf que "mostra como cidades de Nova Iorque a Nairobi podem lidar com os desafios decorrentes do rápido crescimento populacional e mudanças climáticas enquanto melhoram sua competitividade. O propósito da publicação é dar uma nova visão sobre a questão do transporte para não ser considerado mais como algo separado, mas integrado ao design urbano." (tradução livre) - http://www.itdp.org/index.php/news/detail/10_principles/


Cidades para Pessoas from Natália Garcia on Vimeo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Coletivo Dolores

Coletivo Dolores recebe prêmio Shell e protesta | BRASIL de FATO

Amei!!!!

Tudo de bom esse tipo de protesto!!

Apesar de terem ganhado o prêmio, reconhecem o quanto há de manipulação, por motivos econômicos, em locais onde, a priori, o interesse deveria ser social, coletivo, de modo a promover a consciência humana, filosófica e cultural!!

O texto lido pelo coletivo Dolores na premiação:

Para nós do coletivo artístico Dolores é uma honra participar deste evento e ainda ser agraciado com uma premiação.
Nosso corpo de artista explode numa proporção maior do que qualquer bomba jogada em crianças iraquianas.
Nosso coração artista palpita com mais força do que qualquer golpe de estado patrocinado por empresas petroleiras.
Nossa alegria é tão nossa que nenhum cartel será capaz de monopolizar.
É muito bom saber que a arte, a poesia e a beleza são patrocinadas por empresas tão bacanas, ecológicas e pacíficas.
Obrigado gente, por essa oportunidade de falar com vocês.
Até o próximo bombardeio...
...quer dizer, até a próxima premiação!!!


No blog do coletivo Dolores foi postado uma nota pública sobre a premiação. Vale a pena ler também!
Aliás, o blog deles é o máximo!!!!

http://doloresbocaaberta.blogspot.com/2011/03/nota-publica-do-coletivo-dolores-sobre.html

quarta-feira, 16 de março de 2011

Como anda a sua postura ao usar o computador?

Parece até brincadeira, mas precisamos sempre ser lembrados que a postura de quem sempre trabalha na frente do computador deve ser observada constantemente.

Então, vai aí um vídeo muito bacana com dicas de como devemos sentar ao usarmos o computador para não ficarmos incomodados nem termos problemas de saúde depois!

Manifesto do Fórum de Mulheres de Pernambuco

Mais uma mensagem bacana recebida por email. Só que não veio a fonte e recebi antes do dia 08 de março, então também está atrasada... mas não superada!

É o manifesto do Fórum de Mulheres de Pernambuco em luta por autonomia e liberdade para todas as mulheres!

A palavra liberdade significa ausência de submissão, ausência de dominação pelo outro, autonomia. Para o feminismo, liberdade é o fim das determinações do que deve ser uma mulher.

Por isto, a luta por liberdade é a luta fundamental do movimento feminista. Liberdade de ter um projeto de vida próprio, liberdade de escolher entre ter ou não ter filhos, casar ou não casar, liberdade para ter prazer e fazer sexo com quem quiser, seja homem ou mulher, ou para não fazer sexo. Liberdade de expressão, de opinião. Liberdade que se constrói a partir de condições objetivas, seja para participar politicamente, seja para viver com autonomia econômica. Liberdade enfim, que só se realiza numa vida livre de toda a violência, injustiça e opressão.

Se este ano temos uma mulher presidenta, primeiro tivemos a luta das feministas pelo direito das mulheres ao voto. Mas mesmo com uma mulher na presidência da República, a maioria de nós mulheres não têm condições objetivas de participar da política. Falta tempo! O tempo da vida das mulheres é tomado pela dupla jornada de trabalho – trabalho produtivo, dentro ou fora de casa e trabalho reprodutivo (doméstico). O fato é que a maior parte de nós mulheres vivemos condições extenuantes de trabalho. Além do tempo, falta também dinheiro para financiar nossa participação política. Nós mulheres somos a população pior remunerada na classe trabalhadora. E no mercado de trabalho somos o maior contingente da população em situação de informalidade.

Se temos hoje políticas para mulheres, essas são ainda insuficientes para o tamanho dos desafios e, muitas vezes, essas políticas se resumem a programas de 'capacitação', quando o que precisamos é do reconhecimento de nossa cidadania e de mais política pública. Políticas públicas que promovam a autonomia econômica das mulheres e enfrentem o compartilhamento dos trabalhos de cuidado com crianças e idosos/as ou com pessoas doentes. Políticas públicas que reduzam o peso da dupla jornada de trabalho. Precisamos de mais creches, mais e melhores serviços de saúde com funcionamento pleno, mais e melhores moradias, mais proteção social e inclusão previdenciária. Politicas que promovam reconhecimento e valorização profissional de todas as categorias de trabalhadoras ainda discriminadas: as trabalhadoras domésticas, as parteiras, as catadoras.

E precisamos de uma outra economia. O desenvolvimento da economia capitalista em nosso Estado e por todo o Brasil é visível, mas precisamos avançar no fortalecimento da economia solidária, como alternativa justa e sustentável para a autonomia econômica de nós, mulheres. As pescadoras, marisqueiras, catadoras, as agricultoras e camponesas, as quilombolas e ribeirinhas - todas estão com seus meios de trabalho e sustento ameaçados, seja pela poluição industrial, seja pela expansão da agricultura empresarial, seja pela expropriação de suas terras pela grilagem. É preciso o fim da exploração - da natureza e das pessoas.

Neste 8 de março, também denunciamos. Denunciamos o racismo, tão presente no cotidiano de nossas vidas, herança da colonização patriarcal. Denunciamos a permanência das milenares formas de dominação das mulheres em nome da “fé”.

Denunciamos a permanência da prática da violência contra nós mulheres. Temos a nossa sexualidade ainda marcada pela experiência da violência, ou pela convivência com o risco de sofrer violência. A violência ainda é usada pelos homens como um instrumento para punir ou tolher nossa liberdade. Violência que permanece viva como prática, entre companheiros, entre casais, entre conhecidos e desconhecidos. No campo, nas florestas e nas cidades.

Denunciamos a permanência da exploração de nosso corpos pela indústria do sexo e da pornografia, pela indústria da beleza e da medicina estética. Indústrias que movimentam milhões em todo o mundo e também em Pernambuco. Essas indústrias garantem o enriquecimento de uns poucos às custas da exploração de nossa imagem, impõem padrões de beleza opressores e inatingíveis, disseminam a imagem da mulher brasileira como “mulher sempre à disposição de realizar o desejo dos outros". Essa distorção da ideia de disponibilidade é que nos torna objetos. Nos tornam seres objetificados. E assim, na publicidade somos associadas a tudo o que pode ser vendido. O contrário de ser objeto é ser sujeito. Ser sujeito é o que o feminismo defende para todas as mulheres.

Neste 8 de março, também saudamos todas as mulheres. Saudamos indígenas e negras, que desde tempos imemoriais lutaram em favor de liberdade. Saudamos as mulheres de todos os movimentos sociais, do campo, das florestas e das cidades, que vivendo muitas vezes com a sobrecarga da dupla jornada e enfrentando discriminações, ainda assim lutam e fortalecem as lutas dos movimentos sociais por direitos. Saudamos, enfim, a todas nós mulheres feministas de luta! Lutamos para que todas as mulheres sejam livres!

Há mais de um século, as mulheres socialistas, americanas e europeias, instituíram o 8 de março como data que marca o reconhecimento da luta das mulheres por liberdade, contra a opressão e contra as diversas formas de exploração das mulheres. Desde então, em todo o mundo, mulheres feministas reúnem-se neste dia para homenagear aquelas que lutaram antes de nós e, ao mesmo tempo, para denunciar as formas de dominação patriarcal ainda vigentes. É assim que, mais uma vez, o Fórum de Mulheres de Pernambuco, uma articulação que reúne mais de 60 organizações, vem a publico afirmar que há muito ainda contra o que nos rebelar.

sábado, 12 de março de 2011

Medo de ciclista?!

Esses últimos dois dias naveguei um monte na web. Encontrei um monte de coisas velhas e novas, legais e assustadoras, outras tantas estranhas ou revoltantes. Uma delas, pareceu piada e, por isto, mesmo tendo sido escrita em 2005, resolvi colocar aqui...

Lucas Mendes, colunista do site BBC Brasil, afirmou em sua coluna que "Antes eu tinha medo de ciclista. Agora tenho pavor deles". Nossa! Espera aí! Vamos recapitular...

A justificativa para tal medo se baseia no fato dele ter aberto a porta do carro, sem olhar, e ter acertado um ciclista que caiu no chão e se machucou. Como não poderia ser diferente, o ciclista ficou indignado! Quem não ficaria? Talvez depois de alguns minutos eu relevaria levando em consideração que às vezes as pessoas não prestam atenção... Mas em contrapartida se fosse um outro carro, ao invés de uma bicicleta, haveria confusão. Ou seja, que culpa teve o ciclista se o sujeito abriu a porta do carro não olhou?

Quem dirige realmente se sente com um espaço próprio (o asfalto e o carro), com razão em se movimentar com velocidade superior à de uma bicicleta ou de andar a pé (por isto existem automóveis) e nem sempre estar atento ao que acontece a sua volta (até porque muitas pessoas não prestam atenção em tudo a sua volta!). Entretanto, entrou num automóvel, uma série de responsabilidades devem ser assumidas, principalmente se considerarmos o inchaço viário e o aumento da população!

O automóvel é um meio de transporte perigoso - fatal se utilizado sem o devido cuidado! Se não é possível ter respeito, cuidado e atenção o tempo todo, livre-se do carro! Ande de táxi, ônibus, metrô, bicicleta, a pé! Mas não coloque em risco as outras pessoas...

Se há responsabilização, conscientização e cuidado, não há porque ter medo. Ninguém é acusado sem ter feito algo que de alguma maneira prejudicou o outro, certo?

Enfim, fica aqui me desagrado em relação ao "medo de ciclista"...

Indígenas digitais

Nosso Brasil é enorme e cada comunidade vai encontrando o um jeito próprio de compartilhar informações, ideias, cultura. Uns usam as redes sociais, blogs e sites, outros usam vídeos e imagens.

O bacana é reconhecer que cada um vai se virando como pode de maneira a se tornar visível no mundo globalizado, de maneira a compartilhar um pouco de si e ao mesmo tempo sensibilizar outras pessoas quanto à própria cultura, à forma de viver, quanto às questões territoriais, históricas e por aí vai...

O Indios Online, por exemplo, é um site criado por comunidades indígenas que se mobilizaram e continuam se posicionando em relação a diversos assuntos, um site no qual fica visível como a apropriação das tecnologias digitais auxilia na melhoria da qualidade de vida.

São comunidades se inserindo no processo de glocalização - o local que também é global!!!

O curta Indígenas Digitais, de 26 minutos, feito pelo pessoal da Índios Online, é uma amostra de todo esse processo!! Vale assistir!!!



Indigenas Digitais, o filme from indigenas digitais on Vimeo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cidadãos x Corporações

Mais uma vez o The Story of Stuff Project  lançando vídeo!!

Desta vez o vídeo questiona a influência das grandes corporações nos processos democráticos e eleitorais nos EUA. Uma pena não ser um desmanche sobre a situação brasileira, mas como já sabemos, não é muito diferente por aqui.

Assim como o vídeo propõe aos estadunidenses maior participação da população nas decisões políticas, o apelo pode ser usado diretamente para nós também. Algo como não apenas reconhecer, mas participar, mobilizar e incentivar a participação em uma série de movimentos sociais, como o Ficha Limpa entre outros, que têm certa repercussão e que infelizmente carecem de mais pessoas engajadas - o que seria realmente necessário para uma revolução democrática (não me refiro aqui a revolução armada, mas com a real participação da população!).

Isto não significa que estou desconsiderando o movimentos sociais... Muito pelo contrário! Talvez o incomodo seja o marasmo em que nos encontramos (é, também estou nessa!). Se há projetos em prol da democracia, da liberdade de expressão, contra a corrupção e outras situações que perturbam o desenvolvimento saudável do país (saudável no sentido da garantia os direitos sociais - cultural, político, educacional, ambiental, de saúde etc.), por que não há mobilização o suficiente para fazermos a diferença?

Então me lembrei de um texto [1] que li ontem falando sobre os desafios a serem enfrentados na consolidação das redes sociais:

  • a influência das políticas neoliberais no processo de mobilização da sociedade (Ai ai...)
  • as relações com a administração pública (Como não poderia ser diferente... O bom e velho paternalismo), implicando na criação de grupos fechados, isolados, resistentes à aproximação de outros segmentos (Ilhas de ego?!)
  • e a dificuldade dos movimentos sociais aproveitarem o pleno potencial das ferramentas audiovisuais (Inclusão digital!!! Eba!).

Alguém poderia ponderar que os pontos são tipicamente culturais, numa tentativa de desmobilização ou ainda justificativa para se manter na inércia. Entretanto, é exatamente enxergando pontos que podem ser potencialmente daninhos que devemos focar neles e trabalhar de modo a descortiná-los, modificá-los em prol de uma maior conscientização...

Enfim, estou animada para trabalhar num projeto de inclusão digital... É uma pequena contribuição enquanto fico aqui no blog brincando de ciberativista...

AH! O vídeo... Em inglês, mas creio que em breve com legendas...





[1] Oliveira, Elizabeth; Irving , Marta. Redes virtuais: da discussão teórica às potencialidades contemporâneas para a consolidação de redes sociais. Textos de la CiberSociedad, 13, 2008. Temática Variada. Disponível em http://www.cibersociedad.net. Acesso em 09mar11

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Hora do Planeta

26 de março de 2011
Entre 20h30 e 21h30!

Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. Em 2009, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. 

Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro.

Em 2010, mais de um bilhão de pessoas em 4616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Em 2011, a mobilização será ainda maior. 

Acesse o site: www.horadoplaneta.org.br

Vamos fazer parte desse movimento! São apenas 60 minutos!

Apague a luz sem sair!!

Hora do planeta!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Criação coletiva

Mais um vídeo para encher os olhos!

Criação coletiva... Além de wiki para edição de textos coletivamente, há também programas, de código baseado no código livre wiki, que possibilitam a criação de músicas, livros, vídeos, OA's em geral!

Muitíssimo interessante o material e vale a pena dar uma navegada nos links que o vídeo apresenta!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

100% limpa

Umas das coisas legais da web é a rapidez com a qual as informações circulam. Curioso é quando as informações legais demoram um monte para chegar... mesmo sem a gente procurar!

Na Revista da FIEC, em março do ano passado, foi impressa uma matéria, também liberada em meio digital, a respeito de um engenheiro mecânico no Ceará que desenvolveu postes de luz que utilizam apenas energia limpa para acender. É um poste que armazena energia eólica e solar em uma bateria, ao longo do dia e/ou da noite, e garante iluminação sem degradação ambiental na produção da energia, ou seja, postes iluminados com energia limpa!

O esquema funciona da seguinte maneira:
"Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido". Em cada poste há um avião que abriga células solares nas asas e cujas hélices alimentam o gerador eólico.  

"Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja," mesmo que não vente ou faça sol ao longo de 7 dias, haverá iluminação pública. "É à prova de apagão."

Além disso, "cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo tempo. Ou seja, um poste com um avião (...) é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais)."

Na reportagem o engenheiro disse não ter ainda investidores e mostra algumas vantagens da invenção. Por exemplo, ao invés de haver consumo de 7% de energia para iluminação pública, este consumo poderia cair para 3%.

Muitíssimo bacana, fiquei aqui pensando se essa iniciativa será reutilizada em outras cidades, pois pelo visto foi implementada como teste em uma rua em Fortaleza...Uma pena se esse conhecimento não for compartilhado e mobilizado.

Vale a pena ler a reportagem!

Em contrapartida, lembrei que estão querendo inundar uma área do Pará para construir uma hidrelétrica. Mobilização para prevenir? Mobilização para exigir energia limpa? Teremos que degradar o que nos resta de meio ambiente e recursos naturais para entendermos a necessidade do uso de energias limpas? Até quando será que iremos nos vender em prol do interesse alheio? Sim, porque que quem lucra nessa história não somos nós consumidores, mas as empresas energéticas. Na verdade, iremos ter prejuízo em pouco tempo, tendo em vista que a degradação ambiental só aumenta com a construção de hidrelétricas, infelizmente nosso principalmente recurso energético.

Ainda há de se considerar que energia elétrica produzida em hidrelétricas e usinas nucleares são centralizadas, produzem muita energia para alimentar uma quantidade grande de cidades, e por isto mais prováveis de provocarem apagão. Como aconteceu no sul do país ano passado ou retrasado... Mesmo com a rede elétrica bem organizada.

Energia não limpa, que degrada o ambiente, que inunda áreas consideradas inóspitas, mas nem por isto pobres em vida vegetal e animal, deveria ser proibida na criação e desenvolvimento de novas fontes de energia, de novas usinas. Mesmo considerando que são fontes mais caras, que demoram a dar retorno financeiro para as empresas energéticas. Porque na verdade, a preocupação da sociedade deveria ser o retorno social e não do interesse de algumas pessoas... Aliás, bem poucas pessoas, por sinal, são as que se beneficiam desse tipo de investimento.

Será que ainda estamos longe de alcançar esse nível de consciência social???

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Calculadora Ecológica

Isso mesmo... A calculadora ecológica mede o impacto ambiental, por meio de poucas questões, que cada um de nós tem no mundo.

http://www.oeco.com.br/calculadora

Vergonhosamente, mesmo tentando de várias maneiras consumir menos, reciclar material, optar pela diminuição de uso de energia e por aí vai, se todos vivessem como eu vivo, consumiríamos o que é possível consumir em um ano, em um ano e 5 meses... Ou seja, precisaríamos de quase mais um planeta e meio para sobrevivermos... Que triste!

O teste dá a possibilidade de estabelecer uma meta e refazê-lo modificando o que for possível, entretanto descobri que tem coisas que consigo modificar, por exemplo, eliminar carne vermelha, peixes, derivados de vaca, quantidade de livros que compro por mês, exigir a quantidade de energia elétrica renovável que chega na minha casa, mas outras não, como o tamanho da minha casa, a quantidade de pessoas que moram aqui - coisas que fazem diferença no resultado final.

Além disto, no final há links interessantes para outras páginas com informações sobre biocapacidade de vários países no mundo entre outras informações! Sempre válidas!

Enfim, acho que no mínimo vale a curiosidade em preencher o questionário. Não tem que por nome, nem nada, é só testar...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Como são fabricados os pendrives e cartões de memória?

Recebi o link desse vídeo e achei muito bacana. Mostra como são produzidos os chips dos pendrives e cartões de memória... É bem interessante pois vai desde a fábrica até o consumidor final!



Entretanto, cabem aqui as críticas sobre o consumo desmedido, desenvolvimento econômico que privilegia poucos, extração de material prima sem compromisso com as consequências e exploração de mão de obra asiática. Claro que estou esquecendo outras consequências, mas nem por isto deixo de considerá-las.

O vídeo é muito bem feito (isto é certo) e tem uma grande capacidade de nos mostrar seduzir com a música, as imagens, o brilho dos metais e plásticos: 100 vezes mais limpo que um hospital! Também nos lembra como somos capazes enquanto seres humanos, como nos superamos no trabalho e na produção de bens materiais em prol de... o quê mesmo? Não sei... Fico pensando que o fato de termos essas coisas à nossa disposição não nos fazem pessoas melhores, mais respeitosas, caridosas, carinhosas (!)...

Não estou dizendo que não é legal ter tecnologia à disposição, até porque isto seria hipocrisia da minha parte, principalmente porque de certa maneira nos traz mais informações (o que seria do meu mestrado se não pudesse acessar inúmeras revistas e artigos pela web). A questão é que estamos usando tudo isto achando lindo sem considerar a degradação ambiental e as consequências disto no planeta e em nos mesmos.

Uepa! Vamos com calma! Nada de trocar computador a cada dois anos, nada de jogar peças fora no lixo, nada de dar preferência aos notebooks (a qualidade (???!!!!) é limitada a dois anos de uso!)... Utilize os PCs, computadores de mesa pois é mais fácil trocar peças, não são todas onboard, e se estragar basta comprar uma pequena peça nova e plugar ou mesmo consertar uma antiga e aproveitar.

Não jogue eletrônicos no lixo, doe! Tem vários locais que coletam material para consertar e remontar computadores. Procure saber se foi produzido no Brasil! É legal, apoia a indústria brasileira! E por aí vai... O que vale também para os outros eletrônicos como indicado no vídeo The Story of Eletronics que postei um tempo atrás aqui no blog.

Enfim, acho que ainda temos muito para aprender a lidar com nós mesmos e a natureza e começar pensando um pouco em nosso consumo não faz mal!

Mais um pouco de Tie Dye

Um tempo atrás escrevi aqui no blog que tinha arrumado umas roupas para dar uma nova cara e então quem sabe passaria a usá-las - atitudenateia.blogspot.com/2010/05/uma-ideia-para-remodelar-roupas-nao.html. Então... Não funcionou... O que me incomodava definitivamente não eram as cores, mas como as roupas vestiam. A blusa que apertava continuou apertando e a blusa que ficava caindo no ombro também assim continuou... Agora estão separadas em monte para doação ou troca ou sei lá o que. Pelo menos as blusas ficaram legais e deverão servir em alguém. Além do que, aprendi a fazer tie dye, pelo menos o básico.

Acontece que animei para dar presentes para amigos que fossem feitos por mim. Curto dar presentes fora de época e que tenham a ver comigo e com  meus amigos, coisas simples mas que são feitas ou compradas porque pensei neles. Nada de última hora - como às vezes rola para um aniversário. Mas algo pensado, cativado. Um presente de coração. Foi então que decidi comprar umas camisetas brancas e fazer tie dye. 

Material:
2 camisetas lavadas (sem amaciante)
2 potes de tinta em pó Tupy
colher de pau
garfo de carne
vários elásticos de dinheiro
fita qualquer de tecido para amarrar a camiseta
leiteira com água fervendo
panela grande com água fervendo
balde com água fria
3 colheres de sopa de sal
5 colheres de sopa de vinagre

Como descascar batatas quentes?

Tudo bem que não tem muito a ver com a proposta do Atitude na Teia. Mas a ideia é tão simples que acho que pode ajudar na hora da cozinha.

O vídeo abaixo mostra como fazer o proposto, mas como está em japonês, coloquei umas orientações depois.



Antes de colocar as batatas para cozinhar, passe o fio da faca ao redor da batata e coloque-a para cozinha. Ao que indica no vídeo, a água do cozimento irá penetrar com mais facilidade na batata e inchá-la, fazendo com que a casca "encolha".

Quando a batata estiver cozida, coloque-a em uma bacia com água gelada (acho que vale testar a fria também, como de geladeira), depois aperte segurando a casca considerando que a batata está solta dentro da casca. É como se apertasse gentilmente para não amassá-las mas ao mesmo tempo para soltá-las. E pronto!

O que vale agora é testar para ver se funciona... Mas acho que sim! Assim que tiver uma resposta para essa ideia coloco nesse post mesmo....

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Recomeçando a composteira - 21jan11

Hoje, depois de muito maquinar sobre terra para por na composteira e aproveitando que estava fazendo sol, decidi, considerando que todas as composteiras já tem adubo, recomeçar a maior com o próprio adubo, folhas secas e os resíduos que estavam acumulando na geladeira.

O que fiz desta vez?

Como os resíduos estavam na geladeira já tinha uns dias, coloquei numa bacia e pus no sol para dar uma esquentada e ver se secava um pouco. Eram dois potes de 500g e um de 300g, com resíduos de mandioca, manga (menos o caroço), batata, banana e outras frutas e verduras, inclusive tomate (o que me deixou um tanto receosa por causa da quantidade de água que vai liberar).

Tirei um monte de adubo que estava na composteira grande e coloquei numa bacia, deixando um pouco do adubo no fundo da composteira - foi aqui que substitui a terra por adubo, ele estava soltinho e seco por isto acho que não tem problema. Depois coloquei resíduos mais folhas secas (da minha varanda que está precisando de uma limpeza!) e misturei, sem deslocar muito o adubo que estava no fundo. Coloquei mais um pouco de adubo e misturei novamente. Por fim, o restante do adubo por cima, sem misturar, apenas para cobrir e não juntar moscas ou mofo.


Desta vez o inicio está um pouco diferente, mas acho que vai ficar legal assim. Quando ao adubo das outras, ao invés de dar para meu amigo que não se manifestou, acho que vou perguntar para o pessoal no condomínio se eles querem.... Qualquer coisa, jogo no parque. Devolvendo a terra adubada para o local de onde a busquei.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Compostagem...

Que dificil esta época do ano para arrumar terra para a composteira. Acho que terei que ir no terreno ao lado, na obra, pedir um pouco de terra... Vai ser o jeito...

O parque está com o mato lindo e alto, por isto não consigo pegar terra, muito menos terra seca para usar. A terra muito úmida dificulta a compostagem, pois como os alimentos também são úmidos e não tenho folhas secas o processo ficará lento... A não ser que eu seque folhas no forno...rs... Mas não sei se funcionaria.

A segunda composteira (que é a primeira pequena) está com adubo pronto. Desde 3 de setembro até hoje 17 de janeiro são 136 dias - já passado...rs...

A terceira composteira (que é a segunda pequena) parece que também está ok. Parece que o processo dela foi diferente por causa da umidade. Estava sempre mais seca do que as outras... Esta fechei no final de outubro ou em 1º de novembro. Até hoje são 77 dias.

Na semana passada, no dia 9 de janeiro (as datas ajudam a lembrar o período de compostagem), como tinha um monte de resíduo em potes na geladeira, ao ponto de não ter mais onde por, acabei jogando as cascas das frutas da salada de frutas no lixo. Fiquei mal depois... Por isto, peguei o que tinha de casca de ovo triturada e um tanto dos resíduos que estavam na geladeira e joguei no parque nos pés de algumas árvores. Também joguei por lá, aleatoriamente os carôços de nectarinas e pêssegos. Os carôços de manga tenho jogado no lixo, mas acho que vou fazer o mesmo que fiz com os das nectarinas e pêssegos.

De início fiquei preocupada com os resíduos que joguei no parque quanto à decomposição, pois dependendo poderia estragar as plantas, o processo de decomposição poderia atrapalhar o crescimento das plantas. Mas daí coloquei um pouco em cada e bem esparramado. Já tinha feito isso aqui em casa com um resto de maçã na trepadeira e não deu problema... ela já estava meio ruim antes... Então não acredito que haverá problemas nas plantinhas do parque, principalmente porque tem chovido muito. Levei o celular para tirar as fotos, mas acabei esquecendo... Numa outra ocasião tiro fotos...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Troca troca

Há um tempo, minha irmã Ale, decidiu se livrar de algumas roupas que não estava usando, colocou tudo em uma sacola entregou para uma amiga e disse que aquela era a sacola do troca-troca, que deveria passear pelas casas das pessoas e dar uma renovada de ares em cada casa. A condição para o passeio era que sempre que alguém quisesse ou achasse algo legal na sacola, poderia pegar, contanto que colocasse outra coisa dentro.

Poderia retirar uma blusa, saia ou calça e colocar brinco, colar, casaco ou vestido. Algo que não estivesse sendo usado e em boas condições... O importante era fazer a troca com boa vontade, partindo do princípio da reutilização ao invés de comprar algo novo. Lavoisier na área!

Mas vale lembrar que doação é sempre legal... Só que às vezes é interessante fazer trocas, assim, no mínimo consumimos menos, temos o guarda roupa refrescado, e de quebra reciclamos.

A sacola rodou várias vezes, numa dessas veio aqui pra casa. Nem lembro o que tirei, acho que nada, mas fiz questão de colocar algo dentro. Só sei que no último retorno para casa da Alê, do qual tenho notícia, sequer era a mesma sacola...rs...

E qual não foi minha surpresa hoje ao ler a postagem no blog de minha prima linda http://lascomadres.wordpress.com/2011/01/05/bazar-na-escola/ falando exatamente sobre troca! Mas desta vez, onde mais dói no bolso nesta época do ano e sempre ficamos sem saber o que fazer com as sobras do ano anterior... Material de escola e uniforme!

Troca-troca ou bazar, seja lá como for, é uma maneira divertida, sustentável e econômica de lidar com o inicio do ano escolar.

Meu irmão um ano mais novo sempre aproveitava uniforme (quando ficou maior do eu estávamos no ensino médio) e alguns dos livros aguentavam as duas séries de diferença. Só que hoje em dia há uma quantidade muito maior de filhos únicos. Assim, se vale a sugestão de sacola troca-troca para roupas e bijuterias, porque não estender isto ao material escolar?

Então, mobilize-se! Monte um bazar ou uma feira de trocas na sua escola!

Ajude o meio ambiente! E ainda que não seja este o seu principal motivo, faça-o pelo seu bolso! Já que é ali que mais sentimos...

A dica é sempre ter em mente o que nosso grande Lavoisier um dia disse...

Na natureza nada se, cria nada se perde, tudo se transforma!

domingo, 2 de janeiro de 2011

A outra face da raiva

Acabei de ver esse trecho num filme muito interessante chamado - A outra face da raiva (The upside of the anger) - e estou compartilhando por achá-lo de uma simplicidade que, se contemplada com um despojamento sem cobrança ou autocrítica, eleva bastante a alma.

Texto limpo, claro, objetivo, que não precisa de muito mais além de si mesmo. Não precisa de um Deus, uma Deusa, de nomes. Apenas de significação autorreferencial.

Acho que, em muitas vezes, por não saber dos fatos, ou tentar, sabendo ser impossível, controlar o que está além de minha compreensão, coloco-me nessa contramão do viver. Daí, quando isso acontece, preciso me recolher, voltar a fita e deixar correr a dimensão dessa minha ignorância até seu exaurimento.

Só assim penso ser possível a superação de tudo... até de mim. Enfim, o texto, vale a pena.

"(...) People don't know how to love. They bite rather than kiss. They slap rather than stroke. Maybe it's because they recognize how easy it is for love to go bad, to become suddenly impossible... unworkable, an exercise of futility. So they avoid it and seek solace in angst, and fear, and aggression, which are always there and readily available. Or maybe sometimes... they just don't have all the facts.
Anger and resentment can stop you in your tracks. That's what I know now. It needs nothing to burn but the air and the life that it swallows and smothers. It's real, though - the fury, even when it isn't. It can change you... turn you... mold you and shape you into something you're not. The only upside to anger, then... is the person you become. Hopefully someone that wakes up one day and realizes they're not afraid to take the journey, someone that knows that the truth is, at best, a partially told story. That anger, like growth, comes in spurts and fits, and in its wake, leaves a new chance at acceptance, and the promise of calm.(...)"

Anis, aniz, estrelado e cheio de saúde

Andei tomando, por esses dias, uma xícara de chá de anis. Fui atrás, claro, porque, de outra época, vi suas propriedades em relação à gripe oinc oinc (suína).

O anis estrelado é o extrato-base (75%) da produção do comprimido Tamiflu, da Roche (empresa do antigo Secretário de Defesa dos EUA Donald Runsfield, ou seja, uma questão de quebra de patente aí em relação à socialização do tratamento da doença, né?).

Mais uma vez me lembro da Biopirataria de Vandana Shiva, quando desenvolve a ideia de quebra de patente de medicamentos para que todos os países possam, de maneira solidária, ter acesso aos remédios. Isso me remete à sala de espera dos médicos, repleta de representantes da grandes industrias de remédios, que sobrevivem às custas da mercantilização dos remédios, em altos preços, afastando-os do senso comum.

É muito conveniente para a indústria do controle de saúde motivar a restrição, bem como deslegitimar outros processos de conhecimento (bem como outras alternativas), pois, apenas assim se mantém na pole position do capital para a manutenção de iniquidades.

Não tomo remédio de indústria farmacêutica há tempos, por boicote mesmo... Prefiro a morte a viver uma vida de desonra, pregando um modelo de vida e me vendendo, subrepticiamente, a outro...


Obs:- O uso da erva-doce é alternativo e poderá ser até eficaz, mas ñ substitui a assistência médica necessária.

Mudar o mundo mudando a si...

Achei interessante dialogar com a fala da Ju a respeito do significado - para ela - de datas comemorativas de "final de ciclo", como o Natal e o Ano Novo, a partir do compartilhamento da minha experiência. Acho importante o lugar de fala marcar o espaço de discussão, até mesmo para não criar um processo bipolar (para os que gostam, esquizoide) de incoerência interna, falando da vida e do mundo "em tese" e no plano da mera abstração...

De que serviram as experiências de final de ano para mim?

Refiro-me à introspecção, bem como à desconexão (que não foi forçada) em relação às festas, reuniões de celebrações. Refiro-me igualmente ao supermercado lotado, ao shopping "entupido" de uma egrégora de consumo, enfim, ao que se posicionou diante de mim...a construção de mim projetada.

Refiro-me às pessoas da "nata" brasiliense com 2, 3 carrinhos por família, todos repletos de panetone, pernil, peru, tender, cerveja (muita cerveja) e, claro, muitos decibeis de gritos desesperados por um naco de provolone, disputado a tapa por quem escutasse mais rápido a locução da promotora de ofertas...

Refiro-me ao beneplácito de projeto de "Noite Feliz" e a sensação invulgar de distanciamento que, ao final, trouxe-me para a contemplação solidária do respeito ao que cada um e uma traz para si em termos de convicção, de ideia, de valor.

Se a dinâmica do Natal resumiu-se em comer muito, beber muito e, subrepticiamente dizer que é a comunhão, e não a fanfarra gastronômica e etílica, o "principal" na noite tão feliz..., tudo bem!

Se o clichê em relação ao qual todo mundo concorda - em nível discursivo com a homilia e simplicidade - ainda existe, tudo bem! Se "o Natal é época de humildade e reflexão, MAS vamos comprar um peruzinho, presentinho e uma 'breja' para 'não passar em branco'", tudo bem!!!

Se nos perdoamos para começar tudo de novo no ano seguinte, tudo bem!

Se vamos às festas de família pelo sentido de família, tudo bem também! O que concluo? Que tudo é válido...mas, claro, passa a não ser quando é o ego quem deseja determinar a vida de quem está ao nosso lado... Hahahaha...

Daí nossos espíritos analíticos, repletos de teorias que não melhoram nossa miséria enquanto humanos, ficam o ano inteiro nos massacrando, destruindo a estima uns dos outros, sendo o que existe de mais grotesco em nossa escala de evolução horizontalizada para, num dia, um único dia, "apagar" da memória tudo aquilo, zerar os ponteiros e... uhu!! Legitimar tudo apenas porque...somos nós quem estamos vivendo aquilo que, com hipocrisia, apontamos nos outros como sendo sem valor. Uau!

Não estou criticando o Natal, nascimento de Cristo (apesar de realmente achar que ele NUNCA seria capricorniano) ou a reunião familiar em torno do pinheirinho que, diga-se de passagem, é pagão e NUNCA FOI cristão. [Trata-se do trono de Yule, a tradição que celebramos invertida na roda do ano. Sem deixar de mencionar a "estrelinha" que, sinceramente, é nosso devocional pentagrama, que teve seu nomezinho modificado, para não deixar pistas do nosso paganismo].

E na mentira seguimos, confiantes, mais uma vez, julgando, destruindo, apenas porque se trata do Outro, e não de nosso valor, mesmo nos arvorando de juízos libertários de compreensão crística!

Apenas me deleito em observar a pantomima que o espetáculo da hipocrisia adquire, a cada ano, a partir da exposição de meu próprio ego, que é o primeiro a se manifestar, o primeiro a julgar e, sobretudo, o primeiro a ruir...

Há tempos celebro internamente Litha, não Natal.

Há tempos meu ano novo é em maio. Isso não me faz melhor, ou pior, apenas me faz...É o que sou.

Normal...Anormal? Não sei...

Mas, querem saber? Não sei bem a razão pela qual criamos tantos conceitos, tantas teorias para, ao final, posicionarm-nos diante do mundo em com elas, realizarmos a mesma poda do Outro, com a diferença que se trata... do Outro, e não de nós, numa arrogância existencial ímpar, que nos leva ao fundo do poço.

Por isso, claro, comemoremos, sim, claro, o que faz sentido para nós...

Tudo é válido...menos destruir os sonhos que estão naqueles que nos são mais caros...

Reproduções de sexo e gênero... Que gênero? Que sexo?

Gênero, gênero, esse "ser" desconhecido!!!!

Ora se porta como uma construção social do sexo, ora se mostra como saber sobre a diferença sexual, ou, ainda, como uma construção social de uma identidade sexual a partir do sexo biológico. Em termos macro, pode ser entendido como sistema que organiza a diferença hierarquizada entre os sexos, ou elemento elemento constitutivo das relações sociais fundadas sobre as diferenças percebidas entre os seres, a partir da linguagem...

Segundo Lia Zanota, é tema transverso ao questionamento dos papeis que foram atribuídos como “naturalizados” (tidos como “normais” e próprios de homens e mulheres), remetendo à ausência de demarcação fixa e universalidade das relações entre homens e mulheres, a partir da ideia que as relações sócio-simbólicas são construídas e transformáveis.

A construção de gênero pode, pois, ser compreendida como um processo infinito de modelagem-conquista dos seres humanos , que tem lugar na trama das relações sociais entre mulheres, entre homens e entre mulheres e homens.(...) O resgate de uma ontologia relacional deve ser, portanto, parte integrante de uma maneira feminista de fazer ciência”. (Saffioti,1992, p.211).

De cima a baixo na escala de percepção do universo simbólico que compõe o acervo cultural da humanidade indoeuropeia romano-germânica, o termo genero lembra a reprodução de um modelo que impõe como condição à mulher uma expectativa (exigência) de se “comportar” de acordo com um molde que a discrimina, minando-lhe a potencialidade de se desenvolver em patamar de igualdade em relação ao homem.

Dentre as naturalizações mais comuns de genero, sempre destaco as que ouço nos Juizados, reproduzidas pelos profissionais: reprodução como obrigação, fardo na educação da prole, comportamento moralizado, julgamento, divisão de tarefas segundo um binômio que encobre desigualdade na distribuição e vivência do poder, além de conferir aos homens a posição dominante e às mulheres a posição subalterna...

ABC do pequeno dicionário de gênero

Depois de editar o livro (nada egoico, heim), achei providencial postar algumas referências sobre gênero...Afinal, falamos tanto em sexo, gênero, desqualificação, dualismo, essencialismo etc. que as palavras, não raro, podem ser polissêmicas o bastante para produzir grandes debates, justificar interesses e (re)produzir ideologias...

Hum, a mais "batida" palavra. Sim, sei, "patriarcado" é uma palavra muito questionada em termos de pós-modernidade, pois remete , em geral a um sentido fixo, uma estrutura fixa que mediatamente aponta para o exercício e presença da dominação masculina (ZANOTA, Lia, disponível em http://vsites.unb.br/ics/dan/Serie284empdf.pdf, acesso em 14 dez. 2010).

Mas, num mundo em que se observa a mulher no "mercado de trabalho", bem como em diversos "nichos sociais", como, ainda, sustentar o termo "dominação", ainda mais sistêmica estruturalmente "fixa" em termos de super e infraestrutura?

Ou, ainda, como dialogar com a conceitualização clássica weberiana, que vê no patriarcado “a situação na qual, dentro de uma associação, na maioria das vezes fundamentalmente econômica e familiar, a dominação é exercida (normalmente) por uma só pessoa, de acordo com determinadas regras hereditárias fixas.” (Weber, 1964, t.1.p.184)?

Qualquer que seja a significação, não importa, porque a palavra dominação, quase sempre, marca a referência ao patriarcado... Mesmo que não seja um modelo estático, o termo agrega um sentido “ahistórico” porque não está limitado a um só momento histórico, isto é, porque pode e deve ser referido a qualquer momento histórico onde se encontre tal sentido de ação típico-ideal.

Ao final, expressa um sistema ou uma forma de dominação, explícita ou simbócia, que, ao ser (re)conhecido já (tudo) explica : a desigualdade de gêneros.

Caminhando com o patriarcado e o sustentando fenomenologicamente encontra-se o androcentrismo, que nada mais é do que a percepção de mundo a partir das experiências masculinas, que passam a ser consideradas como iguais as experiências de todos os humanos e tidas como uma norma universal tanto para homens quanto para mulheres.

Basta lembrar a medicina medieval, que nunca considerou a peculiaridade do corpo feminino e, como se isso não bastasse, ainda promoveu a devassa em face das "curandeiras", suas maiores competidoras naturais... Ou, ainda, os postulados de agressividade e competitividade até a mais última dimensão de ataque ao humano...

O androcentrismo toma como verdade a experiência e valoração masculina, sem dar o reconhecimento completo e igualitário à sabedoria e experiência feminina, bem como atribuindo-lhe o que se entende por desqualificação, que nada mais é do que a atribuição de predicativos que depreciam a mulher, diminuindo sua estima enquanto ser humano.

Mulher desqualificada é reificada, objetivada, ou seja, transformada, à imagem e semelhança, num espelho masculino que, ao menor sinal de discrepância, atrai a misoginia, ou seja, ódio, aversão, ira, raiva, desqualificação do feminino, por meio da subestima e da crença de inferioridade da mulher.

Falei tudo isso para apenas dizer o quanto, sem saber, podemos reproduzir uma lógica perversa masculinista, androcêntrica e patriarcal de apoderamento do espaço e avilta a alma mais sensível de uma mulher, desconsiderando-a em sua dimensão mais profunda de potencialidade amorosa, para destruir, com raiva, o que é belo, justo, pleno e legítimo.

Quase sempre, as armas usadas estão no plano da manipulação da verdade, da seletividade de informações, da mentira e da famosa "barriga", fazendo entender que a palavra da mulher, sua companheira, está errada, ou que "ela está louca".

Esse é o primeiro retrato da violência doméstica, fincada, entretanto, no seio doméstico e ainda sem tipificação penal. Ou seja, no ambiente mais arraigado - casa, entre paredes - pratica-se a forma mais aviltante de agressão, que é a psicológica, de difícil prova e demonstração. Apenas quem sofreu isso, tendo que lutar, dia após dia, contra as mentiras, os enredos fantasiosos, bem como a manipulação e o controle, sabe o que significam horas de lágrimas a correr pelo rosto.

E o qual patriarcado?

Nem aí, pois, como o mundo até então se processava a partir de seu pênis que decai a cada dia, esse assunto deslegitima e desempodera. Eles não desejam se desempoderar tão facilmente. Por isso que, de tempos em tempos, enviam agentes inteligentes, na esperança de coaptar as mulheres que se empoderam, para, com isso, aniquilar a libertação de todas...