terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quartos de aluguel

Mais um texto bacana do amigo José Carlos Pereira de Amorim.

Um sol opaco brilha em uma manhã que será aniquilada por crianças em construção e se esvai nas possíveis conversas de butiquins, onde percebo gargalhadas sem vida e olhares sem sentido.

E eu! Eu que não consigo viver sem pensar; reflexões de um cárcere mórbido, onde a carne apodrece à medida que respiro.

Mas não consigo, não vou conseguir conviver com esta necessidade de morrer.

Então, que seja elaborada uma vontade sem cortes e sem vida, onde a ferida seja o próprio corpo e eu a perceba como uma amiga.

Uma amiga correndo, sorrindo, gritando no interior das casas onde meu corpo de criança navegava. 

Meus olhos vermelhos de tanto chorar ainda navegam em imagens profundas, enquanto um sol de plástico ilumina estradas de fel.

Um doce suicídio afaga meus ombros e sempre me sorri com um hálito de mel.

Sinto que o sentimento elabora criações contundentes a respeito de possíveis abelhas que fabricam um tipo de cera tão forte quanto o aço.

E muitos, muitos corpos se valem de cordas feitas com este material para proporcionarem-se desencarnações momentâneas. Chega!

Eu preciso encontrar antídotos contra a claustrofóbica sensação que se esgueira por quartos de aluguel; estes quartos que assombram tristes prostitutas no momento da overdose.

Tenho nove motivos para chorar e dois minutos para odiar.

Mas o choro lava os banheiros da alma, enquanto que o ódio dilata e fragmenta a morte na mais profunda calma.
Zeca Muri

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Reflexões

Noutro dia estava pensando no quanto às vezes nos desentendemos por coisas simples...

No fundo são apenas egos feridos, traídos em sua própria idolatria sem se dar conta de que o mundo é maior, que o todo na verdade nos une e ultrapassa nossos seres. Seres dotados da simplicidade enquanto estivermos na condição humana, enquanto assumirmos nossa identidade humana...

Assim, por favor, sempre que pensar em discutir com alguém pondere se é o seu EGO falante ou se realmente existe algo a ser tratado... E neste caso, dialogue. Nada melhor do que expor os incômodos e tentar ajustá-los... ou não...

Dia...

Mexendo em alguns caderninhos esquecidos com anotações engraçadas, deparei-me com uma não tão engraçada... Adélia Prado escreveu Dia

As galinhas com susto abrem o bico
e param daquele jeito imóvel - ia dizer imoral -
as barbelas e as cristas envermelhadas,
só as artérias palpitando no pescoço.
Uma mulher espantada com sexo:
mas gostando muito.

Tudo de bom! A sensibilidade e a metáfora... Afinal, por mais que queiramos, não deixamos de ser galinhas e galos ciscadores que vivem procurando algum alimento... Alimento da alma e para a alma.

Aliás, nossa animalidade será assim mantida enquanto não nos livrarmos das amarras sociais e assumirmos nossa verdadeira essência enquanto parte do todo, assumirmo-nos enquanto homens pensantes, conscientes, não alienados... ou talvez alienados em nossas próprias reflexões. Mas, enfim, nada mais natural do que fazermos cessões a poderes diferenciados...

domingo, 26 de dezembro de 2010

Jingle bells...

Natal... Será que podemos dizer coitados de nós? Há algum tempo passo a noite de Natal com a certeza de que é uma noite para encontrar a família toda reunida, sem a justificativa de um aniversário qualquer. É... Não acho a data  possa ser justificada pelo nascimento de Cristo... Principalmente porque vem regada de uma série de hipocrisias e historinhas religiosas, dogmáticas, distorcidas... Se querem comemorar o nascimento de Cristo, comemorem de verdade!

A questão é que não comemoro, apesar de fazer questão de ir à festa. Sim, para mim é uma festa para ver a família toda (que eu amo), comer e beber, sem a hipocrisia de que é uma época do ano em que estou em contato com a espiritualidade, fazendo o bem...

Por favor! Busquem a espiritualidade o tempo todo!!! Façam o bem o tempo todo!!!! E ainda mais... Sem a obrigatoriedade de dar presentes... Por que sinceramente fico me perguntando: aniversário de quem é comemorado? Nosso - enquanto indivíduos?

Além disto, é sempre bom lembrar que papai Noel só é vermelho e branco por causa da campanha publicitária da Coca-Cola na década de 30 (aliás, minha prima linda colocou uma postagem no blog dela sobre o tema: http://lascomadres.wordpress.com/2010/12/25/historia-do-papai-noel). Originalmente o papai Noel era verde e lenhador. Fala sério! Como nos deixamos enganar por tamanha falácia? ahmmmmmm... Será que é porque queremos?!?!?

Então, a partir de agora deixarei de escrever na terceira pessoa do plural. Me tirem desta!

Acriticamente são absurdamente compradas uma série de mimos para serem trocados nesta época do ano. Peraí, porque não rola isso antes? Por que nesta época? Se gostamos das pessoas e lembramos delas em outros momentos, por que não fazer mimos em outras horas, com coisas feitas por nós mesmos? Ou ainda, por que não dar para realmente quem precisa ao longo do ano?

A esposa do meu pai, muito gracinha, por sinal, perguntou o que eu queria ganhar de Natal tendo em vista que era complicado comprar roupa e sapato para mim (sou muito alta e nos últimos tempos tenho falado muito sobre o consumo exacerbado das pessoas), e comprar livro seria outro problema tendo em vista que já li muita coisas. Então, minha resposta? Um honesto nada! Hoje não preciso de nada!

Meu guarda-roupa vai bem, tenho o que preciso para me vestir. Meus sapatos estão em ordem e há vários anos adotei a tática do ganho-um-dou-um, além do que ganhei 3 de aniversário - ou seja, alguém vai se dar bem pois vou passar 3 bons sapatos para frente! Livros, nossa... Tenho lido um monte e é praxe comprá-los ou baixar na web: caiu em domínio público, ou leio digital ou imprimo e encaderno!

Quer me dar um presente? Tem milhagem? Manda aí para eu ir dar uma visitada no meu irmão lindo que mora em Ilheús! Vou amar!!! Fora isto, muito obrigada...

Estou muito feliz andando de metrô, ônibus, bicicleta, consumindo menos de maneira consciente e assumindo a responsabilidade em viver numa sociedade na qual as pessoas simplesmente não se preocupam com o resultado de suas ações mais simples. Continuo reciclando todo o material que posso, ajustando minha composteira (que aliás, precisa urgentemente de terra!) e sempre que lembro e vejo os garotos dormindo na rodoviária pela manhã, levo frutas ou biscoitos... E não preciso do Natal para fazer isto!

Afinal, o tio Sam está aí para ensinar coisas boas e coisas... boas? Depende de como são encaradas!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Textos diversos

Para refletir um pouco, trouxe o pequeno texto de um amigo:

Quero me despir, entrar em sintonia com os outros que existem em mim. Viver a eternidade em comunhão com as vidas que transitam nos escorregadores do meu tempo e vislumbrar os corações de outro que foram transfigurados mediante batalhas sangrentas em florestas escuras. 
Sinta! 
Percebo os poros da existência que respiram a fantasia e se alimentam de loucura quando amanhece o dia. 
Sinta!
Sinta os sentimentos que gritam por você após o desmaio no meio de uma madrugada chuvosa e fria. 
Quero voar mas não sozinho; já disse! Não quero voar sozinho.
Estou me desligando das investidas que revestem galhos de plástico em asfaltos imaginários e sombrios.

José Carlos Pereira de Amorim

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ônibus, metrô, bike... Carro não!

Depois que resolvi me livrar do carro em prol de algumas ações andar de ônibus, metro, bicicleta e a pé tem sido um experiência bastante peculiar...

Depois de anos e anos andando de carro, as coisas parecem no mínimo mais próximas, divertidas. A sensação de proteção por meio de um encaixotamento, como se vidro fechado fosse garantia contra assalto ou sei lá o que, ou seja, não tem nada de protegido, foi embora e trocada por uma sensação de compartilhamento. É... compartilhamento... Tudo bem que às vezes seria legal estar no ar condicionado, mas acho que a situação atual vale a pena já que as pérolas são praticamente diárias...

Como o garoto que estava usando um fone de ouvido gigantesco com uma antena lateral na parada de ônibus e o cobrador, ao vê-lo, disse em alto e bom som: Isso aí está parecendo um ET!!!... Claro que me abri de dar risada!!

Ou quando o motorista ficou conversando com o colega cobrador do ônibus que passava ao lado: To sabendo que cê está namorando! kkkk Vai perder a virgindade! Tudo bem que não entendi muito bem em que esquema se encaixa perder a virgindade, mas a maneira como ele falou não deixou de ser engraçada, o que deu margem a inúmeras interpretações...rs... Alias, se alguém souber o significado disso, por favor, ajude!

Ou ainda o trio que tinha enchido o caneco estava falando um monte de bobagem, o casal enamorado, as crianças se equilibrando no balanço do metrô, os idosos sem jeito de pedir para sentar no acento preferencial, os atrasados culpando os motoristas pela hora... e por aí vai...

Sem falar das possíveis fotos... Eita lugar que daria uma série de fotos maravilhosas: o metrô. Aquele monte de barras de metal, rostos concentrados olhando à distância, meio sorrisos, perfis, cabeças e corpos... Nossa... Muito legal!!! Quem sabe um dia desses não tiro umas fotos no celular e posto aqui!

Enfim, é fato que nem todo dia me disponho a trocar informações com o mundo. Tenho que assumir: muitas vezes pego um livro e mergulho nele... Mas o bacana é ter essas histórias para contar... e outras muitas! É um exercício de releitura do mundo... E atualmente, eu tenho utilizado um monte disso para me encontrar... Mas será que estou perdida? rs...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Golden Silvers - Magic Touch

Claudius Ceccon

Tudo de bom os cartuns de Claudius Ceccon para pensar sobre meio ambiente e educação...

 Atentado ao meio ambiente


- Procurar conteúdos que fazem sentido na vida do aluno.
- Refletir sobre a programação, sobre prioridades, sobre o que faz e por que faz.
- Aprender a ouvir, a melhorar o modo de interagir, a perguntar e considerar respostas.
- Procurar criar na escola o tempo necessário para discutir com outros professores a sua prática.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

The Story of Eletronics

OBA!!! Mais um dos maravilhosos filmes do Projeto Story of Stuff foi lançado hoje!!!

Depois de A História das Coisas (um passeio pela cadeia de produção e suas consequências ao meio ambiente e à saúde), da Água Engarrafada (o processo de produção do que não precisamos - manufactured demand), dos Cosméticos (produtos químicos que absorvemos pela pele) e do Cap & Trade (crítica aos créditos de carbono), agora temos a História dos Eletrônicos!!!

Toxics in, toxics out (Toxinas entram, toxinas saem) e Design for the dump (Design para descarte) são algumas frases que compõe a lembrança do filme!

Claro que recomendo totalmente dar uma chegada no site: http://storyofstuff.org/electronics/
Mas como eu, pode ser que alguns de vocês tenham dificuldade em carregar diretamente do site... Então, coloquei o vídeo abaixo.

Para quem está com o Inglês enferrujado, dá pra entender algo, pois as imagens dizem tudo!!! E em último caso, daqui um tempo, como aconteceu com os outros vídeos do projeto, fica fácil encontrar uma versão legendada em português!

Simpsons II

O link da notícia na BBC Brasil sobre o vídeo dos Simpsons que o Banksy fez:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2010/10/101011_videosimpsonsebc.shtml

Vale a pena dar uma olhada na coluna do Ivan Lessa e as críticas associadas ao que fazem do seriado... Coitado do Bart, do Hommer, da Marge, da Lisa,...

E é claro, agora uma imagem do Banksy para fazer graça....

Composteira

Estava aqui pensando que sempre que mexo na composteira preciso postar aqui... Pelo menos assim tenho uma ideia do tempo que elas estão funcionando e da organização entre elas...rs...

Na semana passada, acho que na segunda-feira dia 01 de novembro, recomecei a maior de todas, aquela primeiríssima que era um balde de lixo pouquíssimo utilizado, de um azul terrível. Tive que dar uma limpada nela, pois os buracos estavam entupidos de terra, com um prego bem longo. Também dei uma enxaguada pra ajudar a tirar... Tinha uns buracos que estavam com a terra dura.

Dentro ainda havia um quarto, mais ou menos, de compostagem. Então usei um pouco para recomeçá-la e o restante guardei para outros momentos de mistura.

Fato: o caroço da nectarina ainda está lá! Ou seja, ou deixo para continuar jogando caroços de manga, nectarina e pêssego, que são os maiores, no lixo (o que me dói a responsabilidade) ou levo para jogar no parque... O que pode ser uma saída! Posso guardá-los em água, e depois levar para o parque quando eu for dar uma passeada por lá!!! Vamos ver...

Para recomeçar a grande, mesmo esquema de sempre: terra, resíduo, adubo, terra. Desta vez não coloquei folhas secas, pois a terra que usei tinha recolhido na época da seca e até hoje estava nas mesmas condições. O legal é que em quase duas semanas, a composteira que comecei novamente não juntou mosquinhas de banana, nem cheiro ruim. Fez que ia criar um mofo por cima, mas foi só misturar... também, estamos numa época mais fria e úmida, diferente das outras vezes cujo clima estava mais quente, apesar de seco.

Em uma das composteiras menores juntei um tanto de algas que estavam vencidas como se fossem folhas secas. O restante juntei com a terra seca que tenho guardada para ir montando as compostagens. O cheiro ficou um tanto diferente, parecendo maresia...rs... mas o processo não parece ter modificado. Legal... Vou continuar usando.

As composteiras menores continuam numa boa. De vez em quando misturo o que tem dentro, e vi que não preciso ficar misturando sempre nem encher até a tampa. Como são menores, cabe menos, ficam lotadas rápido, mas são mais fácil de manusear pois estão em cima do balcão da área de serviço. Para misturar também fica mais fácil porque a colher de pau que separei para isto alcança o fundo sempre!

É isso... depois coloco mais notícias!

Simpsons...

Estava dando uma navegada na web, ao invés de ler um material e escrever o artigo sobre Metodologia da minha dissertação, e encontrei um site com várias coisinhas... Muitas são tranqueiras, mas valeu a pena a busca por coisas interessantes.

O que encontrei foi uma vinheta de entrada dos Simpsons, não editada pela FOX, mas por um grafiteiro londrino, Banksy, cuja cena final, na qual a família senta no sofá para assistir a TV, é complementada por várias cenas de trabalho na China. É, isso mesmo! Crítica ferrenha à produção para consumo apoiado na exploração do trabalho no continente asiático.

Enfim, para se divertir critica e visualmente: o site do Banks: http://www.banksy.co.uk/ . Há outros vídeos e imagens para alimentar a cabeça!!!!!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Blackberry news

Num mundo onde o mais próximo que uma blackberry é o bloody celular que usamos, trouxe uma notícia da fruta, mais especificamente do chá, pois ontem comecei a série de experiências - em mim, claro - com o chá da folha de amoreira.

Segui a receita de três folhas para cada litro de água, esperei esfriar e coloquei na geladeira. O gosto é leve, quase uma água com corante bem suave, de sabor levemente cítrico. Lembra bastante chá de barba de milho.

O mais dignificante, claro, não poderia deixar de ser o provimento que a Mãe Terra dá em oferecer as folhas, já que a árvore, além de estar fecunda de frutas, ainda oferece uma imensidão de folhas verdes, àsperas e prontas para graciosamente serem colhidas.

Sinto uma gratidão enorme ao colher as folhas, como se Gaia estivesse, em pessoa, cuidando de mim e me acalentando. Isso é marcadamente importante, pois me sinto conectada visceralmente à Terra e aos seus sagrados preceitos.

No fundo, nada mais me importa nessa existência a não ser vivenciar o estado de bem-aventurança que deriva de uma quietude interna, bem como do bem estar em precisar de muito, muito pouco, para manter meu corpo sagrado nesse invólucro!

That's blackberry news time!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Nada de tintura! Vamos de pigmentação natural!

Gente!

Nada de tintura mais para nossos cachos! Estava vendo aqui umas dicas interessantes para tingir os cabelos, além da conhecida henna de sempre. Quando era adolescente, eu costumava passar chá de camomila nos cabelos e obtive um resultado muito satisfatório em meus cabelos.

Mas, consultando um blog chamado As Marias, vi um farto rol de produtos naturais. A casca de
cebola, por exemplo, quando roxa, dá um tom de reflexo vermelho intenso. O chá preto, por sua vez, confere brilho a cabelos do castanho ao preto, aos naturais e nos tingidos.

Prefiro trabalhar com ervas in natura - sem serem industrializadas - porque, sinceramente, não acredito que chá de verdade seja vendido em supermercado. hahahah.

É tempo de amora! Chá para hormônios

Já que minha "onda" agora é curtir a amoreira que plantei em meu jardim, fui pesquisar sobre os benefícios da morus alba (nome cientifical-moogle) da frutinha. Fiquei surpresa com a versatilidade da amora quando conversei com uma amiga de Alto Paraíso, que chamou a atenção para a "adequação" dos pássaros de lá à prolongada seca.

Segundo ela, a Natureza dá um jeito de se reinventar para driblar as marcas da destruição e, diante da escassez de alimentos (devido à falta da "chuva do caju"), a aves passaram a comer amoras. Daí, minha querida amiga não teve dúvidas: tratou de imitar o ritmo da Natureza e se empanturrou de amora!

Conhecida como uma planta reguladora hormonal, atua, em função disso, com muito êxito, em processos de menopausa (não gosto de falar "sintomas" porque não acredito que menopausa seja doença): ressecamento da vagina, irritação, ansiedade, nervosismo, memória fraca, dores musculares e das articulações, calores e algumas vezes suores frio, dor de cabeça, diminuição da libido, dificuldades para dormir, depressão, problemas urinários.

Ainda conhecida por ser anti-cancerígena, combate a osteoporose, depurativa do sangue, anti-séptica, vermífuga, digestiva, calmante, diurética, laxativa, refrescante, adstringente e muito, muito útil nos problemas da tireóide.

Além disso, possui poderosas propriedades anti-oxidantes por sua combinação de vitaminas C, além de alto teor de potássio.

Sem deixar de mencionar que previne infecção urinária, reduz o risco de úlcera e câncer no estômago.

Mãos à obra?

Ferva três folhas em 1 litro de água. Lembrando que, como se trata de folha verde, é necessário fervê-la para extrair o sumo (se fosse folha seca bastava a infusão. Posso tentar aqui isso). Sugiro tomar frio 3 vezes ao dia!

E a Natureza se prepara!

Há dias o elemento ar tem dado o sinal, acalentando com um fino frescor de renovação nossos corpos aquecidos pelas chamas avermelhadas da abóboda solar, que insiste em queimar o solo sem pedir licença.

Afinal, fizemos tanto pela desagregação ambiental que a Grande Mãe, cansada, decidiu fazer o que tem sabe de melhor: ser implacável em sua atitude de devolver à humanidade a resposta de tantas agressões.

Isso ficou bem claro na movimentação da Natureza, manifestada no clime oscilante, de temperaturas desérticas e um frio incomum para uma cidade que sempre teve um clima ameno, pero no mucho.

O clima, para quem percebeu, mudou consideravelmente, pois a seca, este ano, assolou - de maneira intensa - a todas nós. A Chapada arde em brasas, como um rastro de destruição, espetáculo digno de uma ode à Dante Alighieri...

Mas algo está sendo prenunciado... Algo novo e mágico está sendo anunciado na sutileza do vento.

O movimento do ar traz o vetor de uma nova era. Junto com a sensação de sufocação e a umidade beirando os 5%, eis que baila, em pleno cerrado, uma brisa leve que anuncia a mudança.
Ontem estava andando e, de repente, parei, de início, atônita, sendo arrebatada pela sensação de final de ciclo - mais uma vez, o ciclo de vida-morte-vida.

Senti a brisa percorrendo cada ponto longínquo do meu corpo, ao mesmo tempo em que me sintonizava com os desígnios da Grande Deusa. Era o elemento ar a compor a matiz do fogo (calor), da terra e do espírito, avisando que, daqui a pouco, choverá.

Choverá... As nuvens estão carregadas, lembrando-me da amoreira que, de repente, dentro de seu ciclo, encheu-se de frutos saborosos. A terra está com novos cheiros: é o novo que pede passagem para a renovação da vida!

A Natureza se prepara, enfim, para a estação das águas!

Quando as amoras colorem a Terra

Primavera, chuva vindo a qualquer momento, giro de roda de tantas vidas!

A Natureza se renovando e, com ela, os beneplácitos para com a humanidade.

Acordamos hoje por aqui sob os auspícios de um tapete violáceo de amoras maduras e doces, que têm servido as aves, os gatos, o Mel e, claro, esta que "vos fala".

Quando olho para a tigela de iogurte caseiro e me deparo com o roxo estrondoso das amoras que ali deposito, lembro-me que, há tempos, nem sei o que é um iogurte industrializado.

Pensei ontem nisso, ao passar pela gôndola de iogurte sem sequer dar a paradinha de praxe. Afinal, com a chegada da Primavera tenho minha própria produção artesanal de iogurte frutado!

O mais legal é que posso "brincar" com as cores do iogurte, pois, quando desejo uma cor mais forte, coloco no pote mais amoras, que deixam o cremoso branco do iogurte com o púrpura. Dependendo do dia, a coloração vai de violeta até rosa, lembrando que existem muitas matizes no espectro do arco-íris!

Quanta felicidade pode residir em um bom pote de iogurte? Muita, irradiando-se para a alma e o coração!

domingo, 26 de setembro de 2010

Doenças emocionais...

Recebi por email e achei legal colocar por aqui... Não veio a fonte...

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.


O plantio é livre, a colheita, obrigatória... Preste atenção no que você esta plantando, pois será a mesma coisa que irá colher!!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mais uma composteira

Hoje fiz a terceira composteira, gêmea da segunda!!

Deu trabalho pra furar, como sempre. Meu braço não dá conta e acabo cansando rápido. Mas desta vez, pra fazer os furos bem pequenos, usei broca nº 04 na furadeira e fiz um monte de furos. Um monte mesmo (paciência com o braço)! Isso porque as outras duas composteiras sempre acabam enveredando para a decomposição anaeróbica e isso não é legal - lembra que produz chorume e fede um monte? Ui...

Claro que o plástico dos furos guardei pra levar para a reciclagem... Não tinha como ser diferente... Desde que comecei a separar o lixo, fico com peso na consciência quando não o faço. Lembro do tanto de lixo é levado para os aterros (que nem sei onde são) e o quanto ajudo a degradar o ambiente coloco tudo no mesmo lugar... Responsabilidade mesmo!

Aliás, a postagem do saco de jornal será colocada em prática hoje... Depois de quase cinco dias pra encher o saco plástico da pia com resto de comida cozida, papel engordurado e caixa tetrapack (não sei onde levo isso pra reciclar!) finalmente vou usar o saco de jornal!
Aliás, o armário da área de serviço está parecendo um centro de reciclagem... Impressionante a quantidade de plásticos que consumimos! E sem a bike (que roubaram e ainda não comprei outra) ainda vou demorar um tempo para levar esse material para o lugar de coleta.

Mas, voltando à terceira composteira.... A montagem é no mesmo esquema de sempre quando é a primeira leva. Desta vez fiz um pouco diferente, mas acho que não fez diferença substancial:

Terra - para forrar. 
Resíduos - desta vez misturei os resíduos com terra e o adubo (da primeira composteira!!) antes de colocar na composteira.
Adubo - acrescentei mais um tanto para cobrir os resíduos que ainda ficaram bastante expostos usando novamente o adubo da primeira composteira.
Terra - para cobrir e não juntar moscas.


Talvez a mistura tenha ficado muito seca, então vou checar amanhã ou depois, caso contrário as minhocas vão embora ou morrem. Se necessário, molho com um pouco de água mesmo.

O mais bacana de tudo isso é que parece que o ciclo de decomposição das três composteiras vai fechar!! Ou seja, não vou precisar mais furar nenhum balde! Agora é só continuar usando as composteiras que tenho e mantendo os processos de mistura e tal... Ou seja, pro resto da vida não vou jogar mais resíduos orgânicos crus no lixo!!! Ops... À exceção dos grandes caroços de manga e pêssego! Mas pensando bem, talvez eu jogue lá no parque... Mangueiras e pessegueiras no parque!


Bom, o que acontece é que a primeira de todas as composteiras já está vazia pela metade!!!! Um tempo atrás andei usando os resíduos dela como adubo para iniciar a segunda composteira e mais um pouco numa plantinha pra fazer teste. Hoje usei mais um tanto para montar a terceira composteira (desta vez fui mais generosa) e outro tanto em plantinhas (a mesma da outra vez, que fica na varanda, e outras duas internas). Lindo isso!!!!

Além disso, tem a segunda composteira... Esta não sei o que acontece. Ainda está na fase de que misturar com frequência e hoje quando fui mexer (já tinha uns 5 dias que não mexia) tava com cheiro ruim no fundo, ou seja, na última vez não misturei direito. Tem outra coisa que incomoda bastante também: tem um monte de ovinhos ou sei lá o que de onde saem umas larvinhas, mas não são de mosquinhas-de-banana porque não tem nenhuma. E é um monte de coisinhas mesmo... Coloquei a foto aqui... Quem sabe alguém reconhece e me dá uma ajuda!

Fico super agoniada, ou melhor, enojada mas vou lá e limpo com papel. Na semana passada, tinha também limpei e no mesmo dia estava cheio de novo. Deixei quieto para ver o que iria acontecer mas não mudou nada de lá pra cá.

Na primeira composteira não tinha acontecido isso. Nela tinha outras coisas. Uns fungos com jeito de alga ou sei lá o que, e os ovinhos da mosquinha-de-banana. De qualquer maneira, parece que tem algo bem diferente nessa. Talvez a posição na área de serviço faça diferença: a primeira composteira fica no chão da área, a segunda em cima da bancada e pega um pouco de sol. Ainda assim, misturei tudo novamente e como achei muito molhado, coloquei um pouco de terra. Limpei de novo as coisinhas e vou esperar para ver como fica...

Pra fechar, umas fotos da minha varanda como prometido - tem capim-limão, violetas, alecrim, manjerona, árvore da felicidade, avenca, azaleia, uma que esqueci o nome e está em recuperação, e a trepadeira que sempre esqueço o nome e que está muito triste...Emendei duas fotos pra ver o que tem pendurado. Ficou estranha...rs...

O vestido de carne e Lady Gaga

Fonte da imagem: http://www.clicapiaui.com/celebridades

Eu nunca havia ouvido falar em alguém chamada Lady Gaga até me deparar com uma epifania cinematográfica que tomou o holofote na noite de entrega do Oscar.

Tá, tudo bem, já tem tempo isso, mas ando tão desconectada disso que a notícia veio à tona em meu universo deliciosamente autista apenas agora, quando abri uma nota de rodapé sobre o famoso "meat dress" que a cantora (?) usou na noite faraônica.

Feito com 11 quilos de carne argentina, especialmente "cortada" (poderia dizer em outras palavras, vinda de um animal "especialmente assassinado para satisfazer nosso desejo por ingestão de substância putrefata") para o evento, ao custo de módicos U$100,00, consta de algumas reportagens que "cheirava mal", além de chocar a comunidade vegana e vegetariana.

Um detalhe, contudo, chamou minha atenção em relação ao evento e, de fato, não sei se decidi postar algo por outro motivo que não tentar compreender o que o vestido e sua utilização significaram para a moça.
Particularmente não me atrai a estética da decomposição em detrimento da vida que é ceifada, mas, de fato, intriga-me uma frase comentada por ela numa entrevista para Ellen Degeneris que, nesse dia, presenteou Lady Gaga com um vestido vegano.

"Se não defendermos nossas ideias e se não lutarmos pelos nossos direitos, logo teremos tantos direitos quanto carne sobre nossos ossos. E não sou um pedaço de carne" - expressou a moça. Daí meu diálogo com a subversão a uma dimensão de estética, ao mesmo tempo em que se arranha outra, a da coexistência estética com a preservação de direitos, sejam humanos ou ambientais.

Não sei, realmente, o que isso significou para ela, considerada e tida, por muitos, como uma "transgressora". Estou pensando nisso até agora.
O vestido não me agradou, por conta das minhas convicções em relação a matar um boi, mesmo que ainda eu seja extremamente hipócrita e incoerente ao voltar a comer peixe.
De qualquer maneira, penso, acho que estou num espaço de fala confortável - no lá e cá do questionamento interno sobre matança, de modo que a reflexão, aqui, é bem oportuna.
O que me intriga é a repulsa que gerou em mim, pois denota a intensidade com a qual me identifico com a situação, pois, longe de passar como um momento de respeito à opinião da moça (mesmo que, sem saber - ou sabendo - ela também esteja desrespeitando a dos outros), olhar o montante de carne em cima dela me fez contemplar minha própria miséria enquanto ser em constante estado de putrefação.
Será?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Bicicleta e moda?!?!

Tem um site muito legal com várias fotos, como num daily basic da galera que anda de bicicleta nas ruas de Copenhague e às vezes aparecem outras cidades do mundo. Totalmente animador para andarmos de bike!

Honestamente, dá pra ficar um tempão navegando no site e vendo as fotos! Tem muita coisas legal: é o estilo da galera que anda de bike!!! Bike pro trabalho, pra escola, passeio, e por aí vai...

http://www.copenhagencyclechic.com/

Pena que no dia em que vi o site e estava toda animada pra tirar umas fotos da bike comigo toda colorida de short e top combinando com a sandália e a bolsa, levaram a pobre! Deixe amarrada no bicicletário do metrô ás 14h para ir para UnB; ficou lá sozinha e quando eu cheguei a noite para buscá-la alguém tinha levado...

Deixou saudade... Depois fiquei pensando que deveria ter tirado uma foto dela naquele dia mesmo, mas não achei um jeito de tirar foto de mim mesma na bike...rs... Deveria ter pedido para alguém! Agora já era.

Mas o bom é que estou animada, graças ao site Cycle Chic, em comprar uma bike branca e estilizá-la... Arrumar um stencil de folhas e um spray verde e lilás para deixá-la toda colorida! Linda! Já estou até imaginando!!!!

Será que vão querer levar essa também?!?!

Sacos de jornal para lixo!

Mais um email que recebi e vale a pena colocar aqui para divulgar!

Esse já tem tempo... lá de 23 de agosto... guardado para por aqui! Dei uma procurada na web, mas não sei de quem é a ideia. Muitas pessoas publicaram assim como veio o email, em primeira pessoa. Então, sinto muito por não poder indicar a fonte!

Bom, eis a ideia: "se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex, etc), pode ir direto para a lixeira sem proteção". Na verdade, aqui podemos sempre lembrar de separar o lixo reciclável e levar para locais de coleta ou entrar em contato com cooperativas que fazem a coleta no condomínio onde mora. Tem lugares em Brasília que a coleta é pública e semanal, o que é ótimo. Quem não tem essa regalia, como eu, então o esquema é levar para locais de coleta.

Mas, "no caso dos lixinhos da pia e do banheiro (absorventes, fio dental, cotonetes), [que não são recicláveis] o melhor substituto da sacolinha de plástico é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer." É como um origami de copo, mas em tamanho aumentado e de folhas de jornal.

Notícias das composteiras - 03 de setembro

Pois é... semana passada fiz o primeiro teste nas plantas com o adubo da primeira composteira! Coloquei umas duas colheres de sopa numa árvore da felicidade que tenho na varanda. Pelo visto ela não achou ruim... Até então não manifestou qualquer problema. Vou esperar mais um pouco para ver como fica. Ainda estou com algumas restrições para usar como adubo nas plantas pois vi alguns resíduos que parecem não ter se decomposto. Talvez seja apenas impressão pois quando aperto se esfarela. Mas, vamos ver... e prudente esperar mais um pouco antes de sair colocando em todas as plantinhas.

Desde 28 de junho que ela está lá quietinha, trabalhando para se decompor - quase 80 dias. Dá pra esperar mais um pouco. Aliás, de acordo com as consultas que fiz na internet antes de começar a composteira, o prazo de decomposição total variava entre 60 e 90 dias... talvez um pouco mais. Então, paciência.

Quanto à segunda composteira, está dando um certo trabalho.

Pra deixar registrado quando ela encheu, essas fotos são do dia 03 de setembro!

Dificuldades? Ela é muito graúda e por isto já está cheia! Coloquei mais uns resíduos que estavam guardados... e deu! Lotou!

Já tem outro tanto de resíduos na geladeira nos potinhos de manteiga... A irmã gêmea já foi providenciada, mas também não sei se foi uma boa ideia. A vantagem é que é fácil alcançar o fundo ao mexer a mistura.

A terra que estava precisando peguei no parque e num terreno aqui ao lado. Tem um tanto de areia misturada e não sei se faz alguma diferença. Veremos como vai ficar no final.

Aproveitei para juntar umas gramas secas na hora de pegar a terra e coloquei no mesmo saco da terra. O bom é que como em Brasília nesta época do ano o clima é muito seco, a mistura final ficou ótima! Os resíduos tinham muita água, assim como na composteira, e com a terra seca ficou pouco úmido. Como sei que a decomposição vai gerar mais água (experiência da outra composteira) então está tudo tranquilo.

Hoje é dia de dar uma revirada na mistura toda. Também vou aproveitar para por a lixeira gêmea em ação - só falta furar, o que sempre deixa meu braço dolorido... É que não faço exercícios pesados com o braço e as pernas ficam por conta das andanças e da bike, que aliás foi roubada do bicicletário do metrô! (que saudades da bike... falta a grana pra comprar outra...).

Notícias em breve!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ideia para fechar sacos

Hoje recebi um email com uma ideia muito bacana para fechar aqueles sacos com sobras de feijão, arroz, açúcar, alimentos em geral, mantimentos ou outras coisas também. Aqui em casa uso os arames encapados com plástico dos sacos de pão e também os prendedores de roupa, mas nada como uma ideia a mais!

Corte abaixo do gargalo com uma tesoura, estilete ou faca.


Passe o saco plástico dentro do gargalo - não se esqueça de limpá-lo antes!


Depois é só fechar com a tampa!
Simples, não?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mar de lixo e as sacolas plásticas 2

O post que a Ale colocou é super demais!
Então minha curiosidade me levou para o site Planeta Sustentável para checar a reportagem na íntegra: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/pesquisadores-expedicao-avaliar-ilhas-lixo-atlantico-sea-dragon-592476.shtml

Tudo de bom é o mapa com as informações ao longo do percurso - muito bem bolado!
http://planetasustentavel.abril.com.br/mardelixo/

E sem desconsiderar as outras notícias publicadas que também são bastante interessantes:
Sopão de plástico: O mar virou a grande lixeira do planeta. Para sumir com todo o lixo, só comendo.

Ilha da reciclagem: : projeto holandês cujas ilhas são construídas a partir de resíduos - mais detalhes no http://www.recycledisland.com/

Valeu Lele!!!

Mar de lixo e as sacolas plásticas

Depois de 14 dias em alto mar em busca de amostras de plásticos na superfície do Oceano Atlântico, o veleiro Sea Dragon chegou à Ilha de Ascensão, a 3.395 km do Rio de Janeiro, de onde partiu. Nele, a jornalista Liana John (autora do blog Biodiversa) acompanha o trabalho dos pesquisadores para escrever uma grande reportagem para a revista National Geographic Brasil. Mas não é preciso esperar essa publicação para saber o que está acontecendo durante a viagem.

Todos os dias, ela relata alguns aspectos interessantes e curiosos dessa expedição em pequenos textos postados – sempre que a comunicação permite – num diário em forma de mapa, que revela o percurso do veleiro (Leia o texto que ela escreveu antes de embarcar: Pesquisadores fazem expedição para avaliar ilhas de lixo no Atlântico).

Lá estão descritas algumas sensações, dificuldades e conquistas da tripulação. O encontro com albatrozes, golfinhos, tartarugas, uma baleia e, até, um pingüim solitário. A beleza da Via Láctea ou do mar azul profundo.

O esforço para equilibrar bebidas e alimentos ou fazer exercícios de alongamento no balanço do barco. E – claro! – o trabalho de pesquisa: a rede não só coleta amostras de lixo, mas também peixes mortos; alguns carregam pedaços de plástico em seus estômagos. Vale a leitura. Não perca!

Aproveitando o tema da expedição do Sea Dragon, que tal aderir à campanha do Planeta Sustentável pela redução do uso de sacolas plásticas? Em nosso site, o contador de sacolas recusadas já registra quase 2 milhões! Clique a cada sacola recusada e divulgue a ideia entre os amigos. Seja aquele que vai virar o marcador para 2.000.001!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Rush rush... sempre...

Hoje por acaso fui dar uma passada em uns CD's antigos e por acaso encontrei o Moving Pictures do Rush. Tudo de bom! Mas o melhor mesmo foi que na hora em que ouvi Vital Signs só pensava em colocar a letra por aqui... Achei que a ver com a Teia! Então aí vai...

Unstable condition,
A symptom of life
In mental and environmental change.
Atmospheric disturbance,
The feverish flux
Of human interface and interchange.

The impulse is pure;
Sometimes our circuits get shorted
By external interference.
Signals get crossed
And the balance distorted
By internal incoherence.

A tired mind become a shape-shifter,
Everybody need a mood lifter,
Everybody need reverse polarity.
Everybody got mixed feelings
About the function and the form.
Everybody got to deviate from the norm.

An ounce of perception,
A pound of obscure.
Process information at half speed.
Pause, rewind, replay,
Warm memory chip,
Random sample, hold the one you need.

Leave out the fiction,
The fact is, this friction
Will only be worn by persistence.
Leave out conditions,
Courageous convictions
Will drag the dream into existence.

A tired mind become a shape-shifter,
Everybody need a soft filter,
Everybody need reverse polarity.
Everybody got mixed feelings
About the function and the form.
Everybody got to elevate from the norm...


Para ouvir:

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Os perigos de uma ciência única

Sexta-feira saiu uma nota na página da Universidade de Brasília (UnB), informando sobre o intuito do Instituto de Física (IF) em fechar o Núcleo de Estudos de Fenômenos Paranormais (Nefp). Os argumentos veem de uma perspectiva hegemônica do desenvolvimento de pesquisa científica, como não poderia ser diferente, e do fato de uma vidente usar o nome do Nefp para autopromoção, o que é um absurdo.
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3798

Quanto à vidente, não vou nem me manifestar pois é dar espaço para a desonestidade e mal-caratismo, num lugar cujo foco é tratar de coisas bacanas. Em contrapartida, o fato de usarem o argumento de que o Nefp não desenvolve ciência é revoltante.

Estamos no século XXI, num processo de mudanças paradigmáticas em relação ao desenvolvimento da ciência e tentar calar expressões, manifestações apenas porque não se encaixam num modelo supostamente correto, verdadeiro, é negar espaço para desenvolvimento, crescimento da ciência e para isto, Popper tem uma frase que acho que se encaixa perfeitamente aqui: o método da ciência é a autocrítica e a crítica mútua.

Se o Nepf entender, num processo de autocrítica que não precisa mais estar ali, tudo bem. É um processo interno numa "escola" que está estabelecendo seus próprios critérios, sua própria linguagem. Entretanto, o que parece acontecer é que o IF não se dispõe a criticar o trabalho desenvolvido pelo Nepf, ou ainda que o faça, utiliza-se de argumentos rasos:
- não são experimentos reprodutíveis - então o que se diz das ciências sociais? que não são ciência?
- é necessária a utilização de métodos controlados - então o que dizer dos físicos Heisenberg e Bohr que afirmaram que não é possível observar ou medir um objeto sem interferir nele, sem o alterar, e a tal ponto que o objeto que sai de um processo de medição não é o mesmo que lá entrou?
- profissionais devidamente habilitados - como se o próprio IF é contra o processo?

Enfim, se no decorrer do desenvolvimento da ciência, o homem, pautado em suas viagens psicodélicas, impressões baseadas na vivência, contextos sócio-históricos tem desenvolvido ciência, como o IF pode se manifestar contra um espaço que promove conhecimento diversificado?

Lembro aqui de Boaventura Santos, Amit Goswami, Heisenberg, Maturana e Varela cujos trabalhos têm impulsionado o conhecimento para outras fronteiras. Lembro também de contribuidores que ao longo da história morreram por não se aceitarem determinações hegemônicas e se posicionarem a favor do desenvolvimento do conhecimento multicultural e plúrimo: Hypatia, Giordano Bruno. Lembro de outros que nadando contra corrente hoje tem seus trabalhos reconhecidos: Einstein, Freud, Galileu Galilei.

A ciência não é linear, não se faz na retidão; ela é trabalhada na dinamicidade dos processos sócio-históricos e por isto é bela. Em cada época representa aquilo em que o homem, o sujeito, a sociedade enquanto subjetividade social era. Não quero, estando no espaço acadêmico, como mestranda em Educação na UnB, dizer que vi esse tipo de atitude ser tomada e não me posicionei...

Ontem, elaborei com a Alessandra (que já se manifestou no blog dela - http://sagradosegredosdaterra.blogspot.com/2010/08/nota-de-repudio-ao-instituto-de-fisica.html) um abaixo-assinado em prol do não fechamento do Nepf. Considere-o como um pedido de negação à mordaça do conhecimento!


http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6899

Manifesto contra o fechamento do Nefp - UnB (Na íntegra)

Destinatário: Consellho Universitário da Universidade de Brasília - UnB

Nós, comunidade acadêmica, ex-aluno(a)s, membros da coletividade, estudioso(a)s do tema, terapeutas holistas, cientistas em geral, interessado(a)s, cidadãos e cidadãs preocupado(a)s com o patrimônio cultural mundial plúrimo e democrático, pelo abaixo-assinado, viemos PROTESTAR CONTRA O FECHAMENTO DO NÚCLEO DE ESTUDOS DE FENÔMENOS PARANORMAIS (Nefp) da Universidade de Brasília (UnB), solicitado pelo Instituto de Física (IF).

Não podemos deixar de manifestar irrestritamente nosso inconformismo, pois a manifestação de opinião, numa sociedade que permite o diálogo, pode afastar a autocracia, ou, ao menos, trazê-a para a luminosidade.

A inquietude se revela pela indagação, em plena pós-modernidade, do que vem a ser ciência e, principalmente, se compete ao mencionado Instituto o monopólio de declaração e definição sobre o que vem a ser "ciência".

Se existem problemas internos - de natureza política - isso deve ser resolvido a contento, e não utilizando a escusa de discussão epistêmica e a desculpa hipócrita em relação à vidente presa para assim fazê-lo. Quem perde, como sempre, é a comunidade acadêmica e a sociedade no tocante ao aprimoramento multicultural do conhecimento, diante de uma Inquisição que parece estar sendo iniciada nos quadros dessa instituição a exemplo de Galileu Galilei, bem como Giordano Bruno e Hypatia que perderam a vida por terem visões contra-hegemônicas.

Poderia ser traçado um percurso argumentativo em prol da ruptura paradigmática na pós-modernidade. Poderiam ser citados Boaventura Sousa Santos, Morin, González Rey, Adorno e uma série de teóricos respeitáveis que apregoam a necessidade de "oxigenação" cultural, alargamento das fronteiras do conhecimento e consequentemente da Universidade, mas, por agora, esse abaixo-assinado destina-se a militar em prol da manutenção do Nefp!

Iniciaram este abaixo-assinado:
Alessandra de La Vega Miranda - Professora e advogada, mestre em Direito e doutoranda em Direito pela UnB - adlvmiranda@yahoo.com.br
Juliana Fonseca Duarte - Professora de Matemática, especialista em Matemática para Ensino Básico e Educação a Distância, mestranda em Educação pela UnB - jufduarte@hotmail.com

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Uma nova composteira

Finalmente!!! Criei vergonha na cara e arrumei a nova composteira!!! Ela já ficou um tanto cheia, toda furadinha e tão lindinha... rs... É uma miniatura da outra! E é claro que desta vez não usei prego e martelo... Fui direto na furadeira. Pensando agora que está pronta, talvez eu devesse ter usado uma broca ainda menor do que a que usei, mas agora fica para a próxima vez.


Como na outra composteira ficou escorrendo líquido e acabei comprando uma bacia gigante para colocá-la em cima, quando comprei esta nova, já pensei no tamanho do fundo para que coubesse algo razoável embaixo. Por isto, coloquei um prato no fundo. Daí, não derrama terra nem água da decomposição - que não é o chorume fétido da outra vez. Só que não tinha pensado no seguinte: tenho apenas 6 pratos em casa, vou ter que providenciar outro para ela. Mas tudo bem, quem sabe compro mais pratos pra casa.

O resto do plástico dos furos, como da outra vez, foi para dentro da garrafa pet que vai para a reciclagem!

Os resíduos que coloquei, estavam na geladeira em vários potes, bem fechados, para colocar na composteira quando estivesse furada... Estava juntando tudo...rs... Ainda tem um último fechado cheio de restos de alimento (de 500g de manteiga), mas como não tenho terra e tenho que pegar lá no parque (já virou lá sendo que é aqui na frente!) vou segurar mais uns dois dias. Eram no total: dois potes de manteiga (de 500g) e dois de queijo cotagge mais um resto que estava numa cumbuca.

Aviso importante quanto aos resíduos que estavam na geladeira: foram todos para a bacia (a velha conhecida que segura a onda da outra composteira) para esquentarem (pois estavam saindo da geladeira) e para secarem um pouco (pois estavam muito úmidos). Alguns estavam até com mofo (espero que não tenha infectado a geladeira). Depois coloquei a bacia na bancada da área de serviço onde bate um sol a tarde para acelerar o processo e por fim por tudo dentro da nova composteira!

Quanto ao adubo, é claro e com muita animação, que usei da outra composteira que ainda não está pronta, mas com certeza tem bactérias e minhocas suficiente para começar o processo de decomposição! Lindo isso!!! Acho que esse era o momento que eu mais esperava... Poder usar o que tinha na outra composteira!!!!

Lembrando que para montar a composteira é preciso terra seca, adubo, folhas e os resíduos, e como já tinha uma composteira, ficou faltando apenas a terra seca; e esta estou devendo e por isto sei que vai ficar com cheiro de verdura estragada até eu colocar.

Também ainda não coloquei as folhas, mas vou colocar junto com a terra - fiquei com preguiça, mesmo que para isto basta catar na minha varanda, lembra?

Parênteses para explicar a varanda: quando me mudei para este apartamento, a varanda tinha uma vista linda da cidade. Então, para não fechar a varanda e torná-la aproveitável e agradável, coloquei pedriscos e dormentes, com uma manta de bidim em baixo para não arranhar a cerâmica, um banco da praça de madeira e algumas plantinhas para compor um mini jardim. Ficou bem legal! Um dia coloco a foto por aqui...

Quanto à minha boa e velha composteira (já ficou velha coitada!) continua no processo... Aproveitei a ocasião da nova composteira para misturá-la bem retirando e colocando tudo de volta. Na verdade, quase não consigo reconhecer os resíduos. Talvez 80% já esteja decomposto, cheio de minhocas e ainda bem úmido. Entretanto, fiquei preocupada quando encontrei um caroço intacto de nectarina ou pêssego... Vou ficar de olho para ver quanto tempo isso vai demorar para decompor... Queria muito colocar esses restos maiores na composteira... Casca de abacaxi, caroço de nectarina e pêssego, caroço de manga... Vamos ver...

É isto... mais notícias vou postando por aqui!

sábado, 7 de agosto de 2010

Mais notícias da composteira

Então... Nunca mais ela fedeu...rs...

Desde aquela última revirada (9 de julho) não havia mexido mais nela, e hoje quando fui dar uma geral, parece que está tudo ok. Voltou a ter o cheiro de terra úmida de antigamente; talvez não tão úmida quanto antes, mas está com cheiro de terra e é isso que importa.

O volume total também diminuiu... Um pouco, mas diminuiu...

A temperatura não está alta, mas não está frio ou fresco, diria que está morna - não tenho termômetro em casa e também não sei até onde isso interfere.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Carne orgânica em escolas municipais de Campo Grande

Fala sério! Tudo de bom saber que esse tipo de iniciativa está sendo tomada pela prefeitura de Campo Grande. Imagine só garantir às crianças carne não tratada com antibióticos, produzida em ambiente natural?


À parte questões políticas, meu interesse pela notícia foi a questão ambiental e de saúde, até porque Pantanal é uma das áreas que também tem sido muito degradada de diversas maneiras e como carnívora convicta, acho esse tipo de iniciativa tudo de bom! O que me fez lembrar de procurar novamente se existem opções de carne orgânica aqui por perto de casa!

Para mais informações, checar a notícia na página da WWF:
http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?25480/Merenda-das-escolas-de-Campo-Grande-MS-tem-carne-orgnica

quarta-feira, 21 de julho de 2010

The Story of Cosmetics!!!

Pois é, o filme sobre cosméticos do Project Story of Stuff saiu! Está em inglês, mas é bem curtinho... só 8 minutos! Quem quiser beber direto na fonte storyofstuff.org/cosmetics, mas também coloquei aqui embaixo!

O legal é que ao longo do filme vão aparecendo algumas FAQs (Frequently Asked Questions - perguntas mais frequentes) e depois é só clicar para sabermos as respostas - porém só na fonte.

Mas o que realmente valeu a pena é que tem a referência de um site muuuuuuuuuuuito legal!

www.cosmeticsdatabase.com

Logo na primeira página tem um campo para busca pelo produto, ingrediente ou empresa (de cosméticos, né!). Quando aparece o resultado, dá pra ver a lista dos produtos já testados!!!! E o mais legal é que para cada produto vem uma descrição do que o contém e quais são as consequências para saúde, fora uma classificação de 1 a 10 quanto a toxidade (10 é o mais tóxico!).

Muitíssimo vale a pena!!!!

terça-feira, 13 de julho de 2010

The Story of Cosmetics - 21 de Julho

O projeto The Story of Stuff vai lançar um novo filme em 21 de Julho: The Story of Cosmetics.

Será mais um vídeo para nos ajudar a entender como o mercado realmente funciona. E do jeito que os vídeos deles são excelentes e muito elucidativos, é bem provável que eu pare de usar os poucos cosméticos que uso!

De acordo com o grupo, a ideia é expor o gasto de 50 bilhões de dólares da indústria de cosméticos com produtos químicos tóxicos, associados a câncer e defeitos de nascença, contidos desde um simples batom até shampoos para crianças.

Enfim, aí vai o vídeo-release de 30 segundos do The Story of Cosmetics - http://storyofstuff.org/cosmetics/

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Decomposição aeróbica versus Decomposição anaeróbica

Finalmente descobri porque estava fedendo tanto a composteira!

Na semana passada, antes de colocar os últimos resíduos na composteira, retirei tudo de dentro para dar uma grande misturada. Na hora de colocar tudo de volta, foi primeiro um pouco da mistura, depois os últimos resíduos de vegetais (nesse dia tinha ovo) cobertos com folhas e um pouco de húmus e para finalizar recoloquei o restante da mistura toda novamente e fechei. Ou seja, os resíduos novos ficaram quase no fundo da composteira e a ideia era deixar tudo lá quietinho se decompondo pelos próximos 60 dias, ou até que tudo estivesse decomposto (estou ansiosa para ver o resultado final!!).

Só que quando foi antes de ontem no final do dia, o cheiro que estava ruim nos dias anteriores havia piorado! Na outra postagem até coloquei que fedia peido de ovo podre (o ovo e o peido!...kkkkk). Como estava tarde, deixei para o dia seguinte (ontem) - acho melhor fazer essas coisas durante o dia com luminosidade suficiente para checar o que acontece.

Foi então que me surpreendi! Tinha me disposto a retirar tudo da composteira e, caso fosse necessário, retirar as cascas de ovo causadoras do mal cheiro insuportável - não sei como nenhum vizinho percebeu, devem ter achado que tinha bicho morto na área de serviço... Só que a medida que eu ia retirando a mistura, o cheiro era de terra molhada, totalmente diferente do cheiro exalado da parte inferior e do líquido escuro que estava saindo. Mas quando cheguei na metade inferior... Ui... Descobri que na verdade, a culpa não era das cascas de ovo. Coitadas! Quando coloquei a última leva de resíduos no fundo da composteira, o peso da mistura por cima, criou um ambiente propício para decomposição anaeróbica.

O aspecto da mistura era totalmente diferente do que eu havia visto até então. Era como se fosse mofo branco em camadas prensadas (acredito que da decomposição das folhas secas), estava muito úmido, praticamente molhado e o era cheiro terrível. Grande vacilada! Não promovi a decomposição aeróbica, tão importante para a decomposição limpa!

O Google, aquele nosso amigo de sempre, me ajudou a encontrar informações sobre a diferença entre um tipo de decomposição e outro:

A decomposição aeróbia é mais completa que a anaeróbia por gerar gás carbônico, vapor de água e os sais minerais, substâncias indispensáveis ao crescimento de todos os vegetais, o qual gera o húmus, ótimo adubo para o solo. [esta tem que ocorrer na composteira!!!]

No processo anaeróbio, são gerados os gases (metano e sulfídrico), que causam um odor desagradável;
[o cheiro de ovo podre] a decomposição anaeróbia produz um líquido escuro denominado chorume (líquido com grande quantidade de poluentes) encontrado normalmente no fundo das latas de lixo. Este chorume é o principal causador da contaminação dos rios e do lençol freático.

Fonte: http://ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/reciclagem/reciclagem.html

Ou seja, tive que fazer serviço mal feito para aprender a lição: a composteira deve ser misturada com frequência para viabilizar a decomposição aeróbica! Isto significa a cada três ou quatro dias ou dependendo de como a composteira está reagindo. Terei sempre que fazer uma grande revirada!

Bom, se servir de consolo, ainda não comprei um novo balde e estou juntando os resíduos no pote de manteiga. Mas com certeza, a composteira será rasa e larga - como uma bacia, mas com a tampa!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Desastre na composteira!!

Que bobagem eu fiz!!!! Terrível e não sei mesmo como resolver...

Coloquei casca de ovo na composteira na última leva de resíduos já para ela ficar quietinha pelos próximos 2 meses! Mas ei a minha surpresa: está fedendo horrores! Azedo de ovo mesmo! Parece um cano de esgoto, ou melhor, peido de ovo constante na minha área de serviço! Não sei o que faço e nem sei como os vizinhos não reclamaram ainda! Se alguém puder dar um help, ficarei muito agradecida. Tudo bem que sou meio exagerada com cheiros. Meu olfato é muitíssimo sensível! Mas não está fácil!

Amanhã de manhã vou catar folhas secas para colocar - se couber porque ela está cheia... Talvez eu teste também separar uma pequena quantidade e misturar com terra seca do parque aqui de perto de casa para ver como fica.

Enfim, ainda não providenciei a nova composteira pois tenho ficado muito na rua, mas com essa história do fedor vou ter que me movimentar amanhã mesmo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Os ipês florescem no inverno...

Brotando da terra semi-árida surge o milagre em meio ao horizonte queimado pela seca: para onde quer que a vista se volte, de todos os lugares despontam pontos roxos, lilases e violetas.

Época dos ipês-roxos florescerem aqui e, com eles a necessidade de desaceleração de toda a vida agitada que levamos para contemplar o recado que a Natureza insiste em dar para uma humanidade tão tumultuada internamente.

Tenho andado num contínuo processo de somatização e, com ela, veio uma sequência de pequenas indisposições virais que me colocaram "de cama" e "nocauteada"... De início, achava que seria muito desagradável ficar "acamada" e "olhando o teto" enquanto se trava uma batalha interna entre leucócitos e vírus pela minha alma, ao mesmo tempo em que me prostro a refletir sobre os processos internos de conflitos que necessito enfrentar por agora.
Ficar de cama, contudo, acabou agregando a minha vida muito mais do que um preconceito de me julgar na mais pura ociosidade e no descompromisso com a "responsabilidade": trouxe a calmaria de encontrar minha essência desacelerada em meio a tanta agitação. Com essa certeza movendo minha alma, saí da cama para comprar meus remédios...
Sim, claro, remédios, ou, prefiro dizer, verdadeiras fontes de cura plasmadas nos sagrados alimentos que usualmente TAMBÉM não temos tempo de contemplar, muito menos de agradecer como dádiva. Hipócrates dizia "que teu alimento seja teu único remédio", lembrando-me da alquimia secreta contida na sabedoria da alimentação.
Fast food, dentro desse paradigma, nem pensar. Necessito parar tudo/nada que faço para ritualísticamente olhar meu alimento e prepará-lo amorosamente para mim. Esse sentimento não poderia encontrar em qualquer esquina ou restaurante.
Ergui-me, então, para buscar shitake, brócolis e gengibre, fontes ancestrais de recomposição imunológica para o organismo. Lancei-me, enfim, mais uma vez, no desconhecido imaginário urbano, meio zonza com o efeito da batalha campal dentro de mim...
Esse impulso, porém, resgatou mais uma lembrança que estava latente em meu universo: a recordação de serem exata e pontualmente nesses ditos "momentos de ócio" que a vida se mostra como ela é, sem a rotina de um dia-a-dia que avassala a alma e nos impele para uma jornada robótica de trabalho alienante de nossa energia.
Foi assim que me vi em pleno Planalto Central semi-árido imerso nos tapetes celestes da maravilhosa aquarela de ipês-roxos que invadiram a cidade...
Daí, enfim... A hecatombe nuclear de meus conflitos!
Passamos, digamos, 50, 60 anos vendendo mão-de-obra para alimentar uma cadeia produtiva de serviços e produtos de consumo em larga escala, poluindo o meio ambiente e não usufruindo da mais-valia que docilmente alienamos, quer seja para o burguês-empresário, ou, ainda, para o Estado (esse, sob a desculpa fajuta de sermos servidores do povo. Que sejamos, mais a noção de alienação no expediente de opressão é a mesma: arranca-nos da alma o vigor de viver).
Batemos no peito, seguros e seguras que nossa boa colocação no concurso nos dará a Meca da auto-realização, porque, dali em diante, poderemos comprar, comprar e comprar. Estudamos e nos matamos 12 a 14 horas na expectativa de aprovação em requintados concursos, viramos "concurseiros e concurseiras" cujo vocabulário de vida passa a se resumir em fórmulas e "decorebas", resultado de um adestramento bem-sucedido numa salinha de cursinho qualquer.
Quando tomamos posse, tiramos, orgulhosos e orgulhosas, fotos com a família, prometendo mundos e fundos, porque, agora, "o dinheiro vai dar". Ficamos anoréxicos e anoréxicas, colocamos silicone e botox, apenas porque desejamos, de posse do "vil metal", a aceitação social, pretendendo exterminar nossa diferença na padronização tosca de uma uniformidade cuja regra não sabemos quem definiu (ou sabemos?).
Recebemos o salário no quinto ou décimo dia útil, vamos, em fila indiana, ao supermercado, que se tornou "programa e lazer" (?). Levamos até nossas crianças para esse "programão", dizendo, por via indireta, "vá, filho ou filha, comece, desde já a internalizar a automatização e perca a consciência em relação ao mundo".
Estabelecemos, então, pouco a pouco, um verdadeiro expediente cultural de reprodução automática de comportamentos, apenas porque "todo mundo faz", ou, pior, "isso é natural".
Sem saber, aos poucos, nossa alma divina se entorpece e enebria em meio a tanta Matrix. E, ao final, a couraça se cauteriza, fazendo com que a fluidez interna ceda espaço para a programação cibernética de nossa vida...Só que não somos máquinas!
A rotina robotizada cega, fere e avassala a alma sensível, acelerando átomos e exercendo pressões insuportáveis na alma humana. "O trabalho dignifica a alma", esse é o lema... resta saber qual é o tipo de trabalho a ser realizado sem que seu sucesso ocorra em detrimento do sangue de quem lavora.
8 horas, 10 horas, 12 até de uma jornada de exaustiva rotina... Jornada? Dará onde? Numa "confortável vida"? de qual vida estamos falando? Qual o sentido do viver nesse Planeta às custas da saúde e da própria vida em si, sem a máscara do "trabalho escravo".
As relações humanas estão mudando e, com elas, a necessidade de se realocar a concepção de trabalho para uma forma dinâmica, que possibilite o usufruto de mais horas de "lazer contemplativo", de pura qualidade de vida, do simplesmente "não fazer coisa alguma".
Mas, na dialógica capitalista neo-liberal, culpamo-nos muito e nos auto-titulamos "vagais". "Ih, hoje fiquei no ócio, sou uma vagabunda mesmo" - voriferamos para nossas sucateadas almas perdidas no limbo do sistema em relação ao qual nos sentimos desconfortáveis.
Não quero mais somatizar meus conflitos de ócio... eis-me aqui vivendo dias de puro deleite, estudando, lendo e, com prazer e muito conforto, dispendendo parcela (e não toda) da minha energia com o ofertamento de meus préstimos. Não vendo mais minha mais-valia... Não cedo mais meu sangue.
Mas, para isso, preciso prestar muito mais atenção aos ipês-roxos que outrora via de relance de dentro de uma sucata...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Fim do mundo, Armagedon, Kali Yuga e plic-ploc

Gosto de todas as visões armagedônicas oferecidas pelas religiões esparsas no mundo, porque NISSO - exatamente NISSO - existe um coro uníssono, entoando que "algo irá acontecer" (haha, sempre algo está acontecendo, mas, enfim, é outra conversa) e que "um ciclo irá se fechar". Minhas esperanças de "somos, enfim, todos um" encontra alento nessa perspectiva de co + incidências sobre as expectativas de cada nicho religioso para um "fim do mundo".

Identifico-me, porém, com a noção de "ruptura" quântica: um elétron recebe um "quanta"- ou pacote - de energia e, diante de miulhões de possibilidades para se manifestar em vários lugares, "escolhe" um em parceria com o observador que o analisa. Daí, recebido o impacto do colapso de onda quântica, o elétron escolhe para não mais se adequar ao subnível de energia.

Isso é evolução em nível atômico.

Para o que está acontecendo (tudo sempre está acontecendo) - penso - acontece o mesmo...

Estamos todos e todas imersos em possibilidades de colapsos, acompanhando a transição planetária e dos eixos da Terra. Mas, para quem não está sensível aos novos rompimentos, a lógica é a da truculência mesmo.

Aliás, a máscara das instituições e das pessoas que dela fazem parte está, pouco a pouco, caindo: as pessoas que têm presença de espírito em conformidade com o novo milênio ficam (o ficar, aqui, é no sentido de "estar em si", no eixo de equilíbrio interno, mesmo diante do aparente caos), para a construção de um mundo novo; as que vibram ou representam o paradigma decadente são expurgadas numa autofagia avassaladora (loucura, violência, desrespeito, sofrimento consigo).

Dentro desse mundo novo que se abre, onde estamos?

Mais especificamente, onde está o conflito dentro de nós?

No "ego pula-pula", a porção temerosa em termos do crescimento. A máscara que está sendo confrontada na abertura de nossos zíperes.

Todos e todas estamos abrindo os zíperes da vestimentas incômodas que não comportam mais nossas essências, mas, para trocarmos de vestimentas, precisamos, NO'MÍNIMO, olhar para as que trajamos e observarmos que estão "fora de moda" no CFW (Cosmo Fashion Week).

Por sobre o zíper existe sempre o ego saltitante, que não deseja romper com nada disso, porque acha que ficará só. Vem o medo, a ansiedade, a frustração, enfim. Quando nos deparamos com reações em face dos outros é isso: estamos nos deparando com os egos pula-pula dos outros, em oscilação harmônica com os nossos, em afinidade.

Como aprender com isso? Simples, um exercício de fenomenologia: saindo de si e observando um sistema "outro-eu", a partir do "enxergar a si" em várias dimensões (sua posição social, política, econômica, religiosa, enfim, seu locus)

O que tomo como exemplos mais imediatos - por fazerem parte da minha vida - são o Judiciário, a academia, as instituições religiosas e as relações inter-subjetivas homem e mulher. Sobre as últimas já fiz muitos comentários, de modo que irei me concentrar nos três primeiros itens consolidados.

Muito simples observá-los no "stand by" da fenomenologia: basta deixar sua intuição (intuição aqui na acepção científica de treinamento de campo, a partir da sensibilidade) ir na frente a partir do foco que mais atrai toda a rede hidropônica de ignorantes jurídicos: PODER.

É um exercício de tentar "ver além": todos e todas podemos e conseguimos fazer isso. Um novo mundo se abre quando olhamos com "o olho invisível" o código binário que movimenta todo esse sistema.

Amit Goswami (A física da alma e O universo autoconsciente) e Depak Chopra (A cura quântica) fazem menção ao "colapso quântico": somos previsíveis porque estamos desacordados para nossa capacidade de extrapolar os limites da mesmice existencial da matéria, mas, ao nos permitirmos vivenciar experiências de saltos, passamos a produzir em nossas vidas "milagres", que nada mais são do que os saltos quânticos...

Quando damos saltos, porém, o ego (lembra dele?) quer saltar também, quer pular para não ficar só. Por isso que o ego evolui também na sabotagem diante da evolução de nossa trajetória.

Exemplos? Nossa, vários...

Coexistência de egos que se encontram, identificam-se, vêm e vão... Tratam-se "bem", mas, ao menos sinal de descontentamento ou frustração, "alfinetam-se". É a conversa fiada do "amor que acaba" (hehehe, a confluência dos egos é que desponta!!!). Nossos "encontros de alma" (rotulamos em primeira mão para nos sentirmos seguros e seguras) que revelam, de vale-brinde, o "encontro de egos".

Nesses encontros egóicos fluímos, seguimos a "onda", mas, em dado momento - geralmente naquele em que a consciência rompe e observa o ego sendo "mala-sem-alça", a beligerância se instala entre nós. Magoamo-nos uns aos outros (ou umas às outras) e ficamos nas tentativas e erros, testando-nos mutuamente.

Isso é fazer parte de um Universo de causa e efeito de verdade! O resto é conversa fiada.

Eis a minha bronca com instituições religiosas de matiz cristã (todas, sem exceção): não reformulam hipóteses e não se oxigenam para unificar mente e corpo.

E, além disso, trabalham no paradigma de culpa, mesmo falando em não-culpa (jogo dos 7 erros: qual o ponto em comum entre essas duas frases: a) tenha culpa, irmão; b) não tenha culpa, irmão?). Para bom ou boa entendedor(a)...

Falam muito em tratamento, caridade, mas não colaboram para o acesso individual às mazelas, que são colocadas na masmorra e pretensamente superadas (são recalcadas) pelos atos de cáritas e estudos de convencimento racional.

Difícil? Não, é dolorido...

O discurso "racional" das "filosofias" religiosas (principalmente a partir do final século XIX, em que alguns gatos pingados vão ao Oriente e se descobrem umas toupeiras) é montado para "enganar" - infrutiferamente - o ego inteligente e fazê-lo - na porrada - apreender algo que não apreende porque é necessário autocompreensão, auto-cognição e disciplina de si.

Essa foi a "novidade" percebida no Oriente e "trazida" para cá... Meditação, chackras etc. Só esqueceram de trazer a superação do paradigma da racionalidade, óooooo!!!!

Daí, tal literatura é digerida como novidade, mas conflita com o mundo desconhecido da psiquê. Ao final, é um superego, novamente, ligando todo mundo... Enquanto está todo mundo achando que está se descobrindo, na verdade, está todo mundo se mascarando. hehehe, enfim.

Mas, voltando e, agora, passando ao Judiciário, que é naturalmente o palco mais visível dessa ruptura porque institucionalmente agrega a consolidação - em rede - de vários egos agindo no inconsciente.

Existe um inconsciente institucional a criar e manter os modelos de austeridade e castração para que essa 'coisa' permaneça em pé. É da natureza do superego (castrador) traçar limites para que possa existir, caso contrário, deixará de existir no mundo e, mais uma vez, sendo parte do ego, teme, tal qual Cronos e Zeus, lembram? Cronos engoliu os filhos porque temia que a profecia de ser derrotado por um deles se realizasse... hehehe, colapso quântico, pois ele criou a realidade e foi, mesmo, derrotado porque sibilou em harmonia com seu mantra pessoal "serei derrotado, serei derrotado, serei derrotado".

Assim, galera, aguentemos um pouquinho mais, pois isso tudo de que faz parte está em pleno Kali Yuga...e o romper de um novo cenário precisará de pessoas com novas idéias. O melhor que podemos fazer é buscar realmente quem somos é e qual é a nossa no mundo, sem o chucrute purpurina de inventar desculpas do tipo "quero fazer justiça" e "sou o baluarte da paz" , porque em idos de ruptura é a demanda da alma no caminho de se descobrir que é a tônica...

Poucos e poucas entendem isso...Quando descobrimos quem somos, de verdade, o que desejamos, a partir do desvendamento de todas nossas mais profundas mesquinharias, nossos medos, nossas invejas, raivas, déficts, enfim, quando olhamos de frente para a sombra, ela passa a ser luz...daí, não precisamos mais justificar opiniões com baboseiras, porque, seguros e seguras de nós mesmos e mesmas, não precisamos repetir frases de efeito que apenas legitimam o que, de fato, não está dentro de nós mas que , no desespero pela redenção, queremos mostrar aos outros que temos.

Foi esse o compartilhamento a que me propus a fazer... comigo e com o mundo...

Minha composteira encheu!!!!!!!!!

Finalmente! Também, quase não paro em casa... Desde 4 de maio estava enchendo a composteira. Levei 55 dias para completar a bichinha com os resíduos - completei no dia 28 de junho. Mas também está no talo!

Então, vale um balanço geral:

- Primeiro de tudo: não use balde fundo! As últimas misturas para aerar e ver se estava muito úmido foram atormentadas pelo volume de coisas que havia dentro do balde e o alcance difícil do fundo e dos cantos do balde. Dê preferência a algo mais raso e largo. Como vou começar uma nova composteira, posto aqui o que encontrar e achar que vale a pena - a que terminei de encher vai ficar muitos dias inativa para terminar a decomposição.

- Outra grande lição: as mosquinhas-de-banana! Terrível praga quando não se toma o cuidado de cobrir os alimentos corretamente com terra. Não vai acontecer novamente... espero...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Solidão...

Curioso como o senso comum, ou melhor, a cultura machista que permeia o mundo ocidental coloca a mulher como um ser sensível e ao mesmo tempo a menospreza por isto. Exemplo bem expresso pelo texto da coluna de Ivan Martins na Revista Época de 23 de junho no qual ele parece entender que não é bem assim. A visão da mulher sozinha e mal amada ou, nas palavras dele, "desesperadas" é realmente a que prevalece. O que dirá das mulheres mais velhas que ninguém lembra que estão melhor viúvas ou divorciadas aos 60 anos.
 
Nada contra os rapazes... Aliás, adoro ter um por perto! Entretanto, essa visão da mulher é uma infelicidade. Eu mesma adoro fazer gracinhas para mim: comidinhas, cheirinhos em casa, perfumes e cremes, leitura no parque embaixo da árvore. Aliás, tem uma rede sempre aberta no meio da minha sala...rs... Mas como o próprio Ivan Martins disse e já escrevi por aqui em alguma data anterior - a solidão nos obriga a olhar para nós mesmos, para o interno, e a maioria das pessoas (homens e mulheres) prefere se distrair com o externo "para não ter de olhar para dentro, onde dói.".

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Troféu consciência ecológica para os caixas eletrônicos do BB

Há dias tenho me deparado com uma pérola toda vez em que me dirijo a um caixa eletrônico do Banco do Brasil. Quer seja para pagar contas, fazer depósitos ou transferência, após a operação aparece uma tela com a confirmação do procedimento e a informação do banco dizendo que o procedimento realizado fica registrado durante 5 anos.

Também fala sobre consciência ecológica...

O que entendi nisso?

Uau!

O Banco do Brasil me pergunta se desejo IMPRIMIR a operação feita!!!!

Que FE LI CI DA DE!!!!

Achei muito inovador isso.

Agora, para que fique ainda melhor, precisamos deixar o "medo" de lado e confiar. Confiar para apertar o botão de finalização da operação SEM, ANTES, APERTAR O IMPRIMIR. Minha gente, isso é tão saudável!

E previne doenças degenerativas do cérebro, porque nos lembra que devemos e podemos usar a massa engomadinha para raciocinar, saindo da robotização.

Nota 10 para o Banco do Brasil!

domingo, 27 de junho de 2010

Sonificação??!?!

O que não poderíamos imaginar é o que a física continua fazendo!!!!

No site da BBC há uma notícia sobre identificação de partículas atômicas por meio de sonificação (transformação dados científicos em sons).

Vale total ler a notícia e escutar as "músicas"!

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/06/100623_somuniversoebc.shtml

Isso é errar?!

Há um tempo recebi um e-mail com um texto de autoria feminina sobre o errar que me pareceu mais uma indignação de um ser humano que se colocou dentro de um processo de não questionamento ao que a sociedade/ cultura de consumo apresenta.

Errar podemos sim, sempre! Basta nos dispormos a arriscar, principalmente porque nossos erros advém das experiencias do nosso eu com o mundo. Então melhorando: quem pode dizer o que está certo ou errado?

Numa sociedade como a nossa, onde a maioria se sujeita à versão dominante de poder, que é masculina, branca e heterossexual, esse é o papel que a falta de consciência fica para quem a quiser assumir. Freud, explica! Ainda que o perceba como mais uma figura, ao que me parece até então, machista.

É seres humanos... errar ou não errar é fruto do que socialmente nos propomos a aceitar, individualmente!

Cabelos brancos são feios, ou melhor, é errado ter cabelos brancos numa cabeça de cabelos bem tratados só porque estão na cabeça de uma mulher? Eu deixei de pintá-los porque não quero mais química do que já consumo nos alimentos, estou errada?

Usar saia é bom mesmo ou estão aí para nos dizer como devemos nos comportar, ou melhor, para ficarmos quietinhas? Eu uso e gosto das minhas saias... são mais refrescantes que as bermudas, mas não as uso com mais frequência exatamente por me sentir várias vezes podada.

No texto, o exemplo colocado como erro que me chamou a atenção é o do casal que após 7 anos juntos e um mês de casamento se separaram. Poxa, a pergunta que não consigo evitar é: se a tal da mulher não estivesse se podando tanto para se encaixar num perfil modelado que nos reifica, nos transforma em objeto, silenciosos e nada cônscios, obrigadas a aceitar imposições sociais, como por exemplo um casamento ou ter filhos, será que ela ainda assim teria embarcado no casamento? E o cara, também não estava tentando se adaptar a algo? Caramba! 7 anos errando? Não houveram acertos? A convivência não estava desgastada? Não estavam apenas levando as coisas? Relacionamentos são complexos para serem simplificados com apenas uma palavra erro/acerto.

O que temos que entender é que errado só fica errado porque nos indispomos com a nossa natureza, uma natureza que precisa de auto-conhecimento, auto-conscientização sobre o que somos e o que realmente queremos e que não simplesmente aceita o que a sociedade, a mídia, a revista de moda ou o vizinho nos sugere! Uma natureza com a qual somos acima de tudo honestos, conosco e consequentemente com os outros. Não podemos simplesmente aceitar o que a sociedade do espetáculo sugere.

Enfim, para um pouquinho de iluminação cultural, vale ler a postagem do Leonardo Brant no site Cultura e mercado. Está ótima!